DBRS: É improvável que o Novo Banco volte a transferir ativos para o BES

A DBRS considera que uma nova alteração do perímetro do Novo Banco é improvável, uma vez que o BES já está em processo de liquidação.

A DBRS, agência de rating canadiana, emitiu hoje uma nota sobre os ratings do Novo Banco, onde confirma os ratings de curto prazo (R-5) e melhora a perspectiva dos ratings de longo prazo (que se mantêm estáveis em CCC high).

“Uma pressão positiva pode surgir se o Banco demonstrar melhoria sustentada do desempenho financeiro e continuar a reduzir o risco do seu balanço através da melhoria da qualidade dos ativos e da venda de ativos não essenciais”, diz a agência de rating DBRS numa nota divulgada hoje. A venda de ativos não estratégicos do Novo Banco pode também ser acelerada pela venda bem-sucedida do banco a um investidor de longo prazo, acrescenta.

“Seria também necessária a venda para a estabilização da sua capacidade de financiamento e posição de liquidez”, refere a nota.

Em sentido inverso, na lista dos factores que pressionam o rating do banco negativamente, a DBRS salienta o risco de surgir uma notável deterioração da marca, particularmente no mercado doméstico (Portugal), ou se a confiança do mercado no banco enfraquecer, o que poderia afetar negativamente a linha dos custos e a liquidez do banco. O enfraquecimento dos fundamentais financeiros também poderá pressionar os ratings do banco, diz a agência.

Os ratings do Novo Banco estão agora em “Stable Trend” para refletir a visão da DBRS de que alguns dos riscos imediatos enfrentados pelo Banco têm se reduzido substancialmente, diz a agência. Estes riscos que agora estão mitigados incluem o facto de o Banco Espírito Santo (BES) ter entrado no processo de liquidação, pelo que a DBRS considera que a transferência para lá de obrigações séniores (como aconteceu com as da Oak Finance) é agora como altamente improvável de voltar a ser feita. Além disso, a confiança dos investidores no Novo Banco melhorou e a DBRS espera que esta continue com a conclusão do processo de venda, que “deveria ser em janeiro de 2017”. A tendência estável também reflete o progresso do Novo Banco no plano de reestruturação.

Os ratings do NB levam em conta o desafio que o banco enfrenta para regressar a lucros sustentáveis em ambiente de baixas taxa de juros. com a lentidão da recuperação económica em Portugal e com as crescentes exigências regulamentares em curso.

O Grupo continua a ter uma forte presença em Portugal onde é o terceiro maior banco em ativos totais com participação significativa no mercado doméstico de 12,1% em depósitos e 10% em crédito hipotecário até Junho de 2016 e onde mantém posições de liderança no segmento de crédito a empresas com quotas de mercado de cerca de 20%.

A DBRS considera que uma nova alteração do perímetro do Novo Banco é improvável, uma vez que o BES já está em processo de liquidação, diz a agência numa nota de segunda-feira. “Além disso, a confiança dos investidores no banco melhorou e a DBRS espera que esta continue até à conclusão do processo de venda.

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