Decisão sobre eutanásia só depois da visita do Papa

A decisão sobre a eutanásia em Portugal só vai acontecer depois da visita do Papa Francisco a Fátima, a 13 de maio, avança o Expresso.

A decisão sobre a eutanásia em Portugal só vai acontecer depois da visita do Papa Francisco a Fátima, a 13 de maio. A notícia é avançada pelo jornal Expresso que diz que para Marcelo Rebelo de Sousa “é do mais elementar bom senso não receber o Papa com a sociedade portuguesa a discutir a eutanásia”.

Depois da visita, o presidente da república não fecha portas a uma lei nem a um referendo.

O Parlamento debateu na passada quarta-feira a petição a favor da despenalização da morte assistida, uma medida já implantada em certos países da Europa.

A palavra eutanásia significa “boa morte”. Os adeptos da despenalização consideram este um ato de misericórdia, enquanto os signatários da petição contra a legalização da morte medicamente assistida consideram a medida uma violação dos princípios da Constituição e da dignidade da vida humana.

A petição “Direito a morrer com dignidade” conta com mais de oito mil subscritores e foi entregue em abril do ano passado na Assembleia.

Em espera estão os projetos do Bloco e PAN, relativos a esta matéria.

A petição defende que os portugueses ou residentes em território nacional devem poder optar pelo uso da eutanásia, desde que sejam maiores de idade e portadores de uma lesão definitiva e incurável, ou doença fatal, estando por essas razões numa condição de sofrimento constante.

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O sindicato pede ainda a “implementação e generalização de medidas como o trabalho à distância”, com remuneração paga a 100% e correspondente subsídio de refeição, bem como o adiamento das ações de formação e restantes eventos.

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O encerramento é justificado no documento com as “medidas recomendadas pelas autoridades de saúde e as determinadas pelo Governo” na quinta-feira, referindo-se que “aumentou o número de utilizadores externos” daqueles espaços com “o encerramento de serviços públicos congéneres da cidade de Lisboa.
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