Déja vu: Ivanka Trump acusada de usar email pessoal para questões governamentais

Ivanka Trump, foi acusada de usar o email pessoal para responder a centenas de mensagens electrónicas relacionadas com questões governamentais. O uso inadequado da conta privada dentro da Casa Branca, traz lembranças da campanha presidencial de Trump, que acusou Hillary Clinton de usar a sua conta de email privada para responder e enviar e-mails oficiais enquanto secretária de Estado em 2009.

Ivanka Trump, filha mais velha de Donald Trump e conselheira oficial do presidente norte-americano, foi acusada de usar o email pessoal para responder a centenas de mensagens eletrónicas relacionadas com questões governamentais. A informação foi avançada esta terça-feira pelo ”The Washington Post” (”TWP”), que cita fontes próximas da administração.

Muitos dos alegados emails de Ivanka Trump – enviados a assessores da Casa Branca, funcionários do gabinete e seus assistentes – apesar de não conterem informação confidencial foram enviados em violação das regras federais. Segundo o ”TWP”, as mensagens foram encontradas por cinco funcionários que estavam a analisar vários emails em resposta a um processo judicial contra registos públicos.

”[Ivanka Trump] fez a pior ofensa dentro da Casa Branca”, disse um ex-funcionário do governo dos EUA, que salientou que, além do uso inadequado da sua conta pessoal, esta é também partilhada com o marido, Jared Kushner, sob o domínio “ijkfamily.com. ”

Contudo, um funcionário da administração Trump reforçou à ”CBS News” que os emails da conselheira não continham informações confidenciais, e o que o uso inapropriado da conta privada não fora propositado. A mesma terá deixado de usar o endereço pessoal para correspondência do governo depois de ter sido informada de que não deveria fazê-lo.

O uso inadequado da conta privada por Ivanka Trump traz lembranças da campanha presidencial do pai. Nas eleições de 2016, Donald Trump acusou Hillary Clinton de usar a sua conta de email privada para responder e enviar emails oficiais enquanto secretária de Estado em 2009. Trump acusou a candidata democrática continuamente, e fez disso o foco principal da sua campanha, chamando as suas ações de “ilegais” e uma ameaça à segurança dos EUA.

Segundo a lei norte-americana, não é ilegal os funcionários da Casa Branca usarem contas de e-mail pessoais para negócios do governo. No entanto, sob a Lei de Registos Presidenciais e a Lei de Registos Federais (”Presidential Records Act and Federal Records Act”, em inglês), os funcionários do governo devem reencaminhar qualquer correspondência oficial para uma conta de trabalho dentro de 20 dias para preservação. O uso de contas privadas pode colocar registos oficiais fora do alcance de jornalistas, legisladores e outros intervenientes que procuram informações disponíveis publicamente.

Tribunal contraria Trump e obriga EUA a aceitarem pedidos de asilo

Ivanka não é a única da Casa Branca a enfrentar dilemas com a lei judicial norte-americana esta semana. ankaJon S. Tigar, juiz do Supremo Tribunal de São Francisco, decidiu que a admnistração Trump terá que voltar a aceitar pedidos de asilo por parte dos imigrantes da América do Sul que se deslocam para o solo norte-americano, vincando que o asilo deve ser cedido independentemente onde e como é atravessada a fronteira.

Em causa está a ordem executiva assinada por Donald Trump que proíbe os imigrantes de pedir asilo nos Estados Unidos caso não o façam num dos pontos de verificação estabelecidos na lei. Ou seja: apenas aqueles que o fizerem nesses lugares poderão pedir asilo.

De acordo com o “New York Times”, o juiz supremo argumenta que Donald Trump não pode, através de uma ordem executiva, reescrever a lei em vigor para impor uma condição que a lei proíbe de forma expressa. ”Seja qual for o alcance da autoridade do presidente, ele não pode reescrever as leis da imigração para impor uma condição que o Congresso proíbe de forma expressa”, diz a ordem do juiz federal que tomou esta decisão, citada pelo ”NYT”.

A decisão é apenas temporária, até que os tribunais norte-americanos tomem uma decisão sobre o caso, mas para já a ordem do juiz aplica-se a nível nacional, o que coloca em causa as decisões de Donald Trump para deter a vaga de imigrantes.

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