Direitos televisivos: na Liga portuguesa “primeiro classificado recebe 14 vezes mais que o último”

Em declarações ao Jornal Económico, Luís Vilar, vice-dean da Faculdade de Ciências da Saúde e do Desporto da Universidade Europeia, aborda estudo do Observatório do Futebol sobre a competitividade em Portugal e nas cinco principais ligas europeias.

O estudo “o equilíbrio competitivo no futebol em Portugal e nas Big#5”,  do Observatório do Futebol da Universidade Europeia divulgado esta segunda-feira, revelou que apenas a liga inglesa superou o campeonato português de futebol como o mais desequilibrado da Europa.

Aquele que é por muitos considerado o campeonato mais espetacular da Europa, é de acordo com este estudo a competição onde foi notório um maior desequilíbrio na época anterior. A pontuação da última temporada na Premier League indica que este foi o campeonato onde o clube campeão (Manchester City) fez mais pontos por jogo (2.58) apesar da diferença para o segundo classificado ser a menor (0.03 pontos por jogo).

Luís Vilar vice-dean da Faculdade de Ciências da Saúde e do Desporto da Universidade Europeia, em declarações ao Jornal Económico, afirma que “é preciso diferenciar competitividade (equilíbrio de resultados) da espetacularidade e de uma liga que possui uma cultura de futebol ofensivo”.

Sobre o que pode a liga portuguesa fazer para melhorar a sua competitividade, o docente sublinha que o campeonato nacional “tem uma dimensão económico social muito produzida entre Lisboa e Porto, onde 95% dos adeptos são dos ‘três grandes'”.

Luís Vilar destaca também a importância da distribuição dos direitos de transmissão televisiva que em Portugal “não estão centralizados e onde o primeiro classificado recebe 14 vezes mais verba do que o último”, ao contrário do que acontece em Inglaterra, onde os direitos estão centralizados e “a diferença entre primeiro e último é de 1,6 vezes mais”.

“Curiosamente em Inglaterra, o Liverpool apesar de ter sido segundo classificado recebeu mais que o Manchester City (campeão). O Liverpool é um caso interessante porque não tem capital estrangeiro, mas tem um scouting, marketing e uma massa adepta enorme”, refere Luís Vilar.

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