Dívida Pública desce para 125,6% por causa da subida do PIB

O crescimento do PIB confirmado pelo INE justifica a melhoria do rácio de dívida pública face ao previsto pelo Governo que era de 126,2% do PIB.

Cristina Bernardo
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O crescimento económico fez com que o rácio de dívida pública sobre o PIB tenha caído para 125,6% do PIB, é o que se retira do comunicado enviado pelo Ministério das Finanças que realça que os dados sobre o PIB revelados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) permitem estimar a dívida pública de 2017 nos 125,6%, em vez de 126,2% do PIB que eram estimados pelo Governo.

“Os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística confirmam que a economia portuguesa cresceu 2,7% em 2017, mais 1,1 pontos percentuais (p.p.) que o verificado no ano anterior e 0,2 p.p. acima do crescimento da Zona Euro e da União Europeia”, diz o Ministério de Mário Centeno.

“O PIB nominal cresceu 4,1% em 2017, após um crescimento de 3,2% em 2016, pelo que a dívida pública passou a representar 125,6% do PIB, 4,3 p.p. menos do que em 2016 e 0,6 p.p. abaixo das estimativas do início do ano”, realçou em comunicado o Ministério das Finanças.

O Governo considera que “o bom desempenho da economia está fundamentalmente alicerçado numa aceleração vigorosa da Formação Bruta de Capital Fixo, que cresce 9%, com destaque para componentes como o Equipamento de Transporte (que aumentou 14,1%) e Outras Máquinas e Equipamentos (que aumentou 13%)”.

Lê-se no comunicado que as “exportações tiveram também um expressivo crescimento, de 7,9%, com um forte contributo para a evolução do PIB”.

As Finanças realçam ainda que “o comportamento favorável da economia estende-se ao mercado de trabalho. O emprego aumentou 3,6% em Dezembro de 2017 por comparação com o período homólogo do ano anterior. O desemprego baixou para 8% no final de 2017 (menos 2,2 p.p. que em Dezembro de 2016; o valor mais baixo desde Julho de 2004). Os dados provisórios sugerem que terá mantido a tendência de queda em Janeiro de 2018 (7,9%)”.

O gabinete de Centeno congratula-se com o facto de a economia portuguesa estar “hoje mais sólida, porquanto o crescimento se insere num quadro de gestão criteriosa das contas públicas, de equilíbrio das contas com o exterior e de criação de emprego”.

“O maior crescimento económico desde 2000” justificou assim a redução da dívida pública.

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