Donald Trump elogiou atuação responsável de Xi Jinping sobre protestos em Hong Kong

As manifestações, que se iniciaram há sete semanas , evoluíram da contestação à lei da extradição, que permitia o envio para a China de fugitivos ou suspeitos de crimes refugiados no território de Hong Kong, até reivindicações mais amplas sobre a melhoria dos mecanismos democráticos da cidade.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sublinhou esta segunda-feira que o seu homólogo chinês, Xi Jinping, “atuou responsavelmente” nas grandes manifestações em Hong Kong contra uma proposta de lei de extradição que facilitaria o envio para Pequim de “fugitivos” refugiados.

“Julgo que o Presidente Xi da China atuou responsavelmente, muito responsavelmente. Estão a protestar há muito tempo”, disse Trump em declarações aos jornalistas na Casa Branca ao receber o primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan.

“Sei que é uma situação muito importante para o Presidente Xi (…). Se quisesse, a China poderia parar os manifestantes”, acrescentou Trump, que adotou um tom cauteloso face aos protestos nas ruas de Hong Kong.

No domingo, dezenas de milhares de pessoas regressaram às ruas para exigir reformas.

As manifestações, que se iniciaram há sete semanas, evoluíram da contestação à lei da extradição, que permitia o envio para a China de “fugitivos” ou suspeitos de crimes refugiados no território de Hong Kong, até reivindicações mais amplas sobre a melhoria dos mecanismos democráticos da cidade, cuja soberania foi recuperada pela China em 1997 com o compromisso de manter até 2047 as estruturas erguidas pela colonização britânica.

Os críticos consideram que a lei intimidará e penalizará os críticos e dissidentes do regime chinês, enquanto os seus defensores asseguram que procura preencher um vazio legal, por não existirem fórmulas legais de extradição entre Taiwan, Hong Kong e a China continental.

No entanto, vários analistas consideram que a China está a tentar acelerar o processo de assimilação da ex-colónia britânica, um processo que regista a firme oposição de parte da população de Hong Kong.

Os EUA e a China estão envolvidos numa guerra comercial face às medidas protecionistas impulsionadas por Trump desde a sua chegada ao poder.

Em finais de junho, Trump e Xi concordaram em estabelecer uma nova trégua na guerra comercial durante a reunião do G20 no Japão, com Washington a congelar a imposição de novas tarifas à China e a permitir que empresas norte-americanas vendam produtos da tecnologia Huawei.

No entanto, os EUA vão manter as tarifas aplicadas a produtos chineses num valor de 250 mil milhões de dólares (222 mil milhões de euros), enquanto a China continua a manter as suas taxas a diversas importações norte-americanas por um total de 110 mil milhões de dólares (98 mil milhões de euros).

Ler mais
Relacionadas

Hong Kong: Oposição exige retirada total da lei de extradição

A líder do executivo de Hong Kong garante que a lei está morta, mas a oposição quer que lei seja imediatamente retirada.

Hong Kong: Homens mascarados invadem estação de comboios e atacam passageiros

Vídeos publicados nas redes sociais mostram os invasores a agredir pessoas com varas metálicas e de madeira dentro da estação, num confronto que causou ferimentos a 45 passageiros. Muitos deles regressavam de manifestações contra o Governo.

Milionários de Hong Kong estão a transferir fortunas para Singapura

Os gestores de fortunas estão a ser inundados pelos investidores com pedidos de transferência de dinheiro para Singapura.
Recomendadas

Espiões russos usaram os Alpes franceses como base para ataques em vários países

Os agentes suspeitos do homicídio de Sergei Skripal no Reino Unido em 2018 passaram por esta região. No total, passaram pelos Alpes 15 operacionais da unidade 29155 da agência de espionagem russa GRU.

Cidade versus campo: Tribunal francês dá razão a 60 patos considerados “barulhentos”

O vizinho argumentou que não conseguia dormir com as janelas abertas, mas o tribunal considerou que estavam asseguradas as devidas distâncias entre as duas propriedades.

FMI aprova segunda fase do programa de Angola e ‘dá’ 222 milhões de euros

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou hoje o pagamento de 247 milhões de dólares a Angola, no seguimento da aprovação da segunda avaliação do programa de ajustamento financeiro, num total de 3,7 mil milhões de dólares.
Comentários