Dono da Douro Azul desafia Ana Gomes a “libertar-se do escudo protector”

A Douro Azul instiga Ana Gomes a colocar-se à disposição da justiça portuguesa e garante que esperará o tempo que for necessário até que a imunidade parlamentar termine ou até que a eurodeputada decida voluntariamente enfrentar a justiça.

A empresa de cruzeiros Douro Azul reafirmou esta quarta-feira o pedido de levantamento da imunidade parlamentar da eurodeputada Ana Gomes, que acusa de insinuações e calúnias. O pedido foi feito pelo presidente da empresa, Mário Ferreira, ao Parlamento Europeu, na sequência de declarações da eurodeputada feitas em 2016 após as buscas da PJ aos estaleiros de Viana do Castelo.

O grupo liderado por Mário Ferreira comprou o navio Atlântida em 2014 por 8,75 milhões de euros. No ano seguinte, a Douro Azul revendeu o barco a uma empresa norueguesa por 17 milhões de euros, um negócio que foi alvo de crítica por Ana Gomes, “no estilo trauliteiro que lhe é habitual”, acusa a Douro Azul em comunicado.

A eurodeputada “referiu publicamente que se estava perante um «caso flagrante de corrupção» e que sobre esta transação «a Douro Azul tem muito que contar», insinuando, sem avançar qualquer prova, que a empresa teria pactuado com alguma situação menos transparente”, refere.

A empresa de cruzeiros sublinha que a eurodeputada voltou a falar sobre a Douro Azul e sobre Mário Ferreira nos últimos dias, “reafirmando as insinuações e calúnias feitas no passado e depois, numa pirueta verbal, tentando esclarecer que nunca acusou ninguém de corrupção no caso do navio Atlântida e que se referiu apenas a um comunicado do Ministério Público, fazendo ainda alusão a uma ‘carapuça’ que, certamente, ela própria enfiou”.

A Douro Azul instiga, por isso, Ana Gomes a colocar-se à disposição da justiça portuguesa sem o “escudo protetor” da imunidade parlamentar. A empresa lembra ainda que o estatuto é temporário e garante que “esperará o tempo que for necessário até que o seu estatuto de deputada portuguesa ao Parlamento Europeu termine ou voluntariamente decida enfrentar a justiça portuguesa”.

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