E se o seu analista financeiro for um robot? Mercados preparam-se para a mudança

A redução de custos será a principal razão para a ideia do uso de robots na análise financeira estar a ganhar espaço, de acordo com um relatório do Deutsche Bank.

Reuters / Issei Kato

Curiosidade, interesse ou preocupação são alguns dos sentimentos despertados pela nova geração de analistas nos fundos de investimento. A razão para as sensações contraditórias prende-se com o facto de falarmos de robots, uma espécie de analistas financeiros 2.0 cujo trabalho consiste na automatização de processos. A verdade é que esta realidade já captou a atenção do Deutsche Bank.

Num relatório, a que o jornal Expansíon teve acesso, os analistas do Deutsche Bank alertam que os analistas robots são um desafio para a indústria da gestão de ativos. Apesar de reduzir custos e começar a competir com os métodos tradicionais, esta nova opção digital poderá ser “demasiado simplista” nalguns casos, pelo que não poderá tornar-se exclusiva.

O Deutsche Bank refere ainda que é entre os millenials que existe maior aceitação em relação aos uso de robots nos mercados financeiros. Já entre a faixa etária dos 40 aos 50 anos, a ideia também é bem recebido, mas entre a população com rendimentos e formação mais elevados. A redução de custos será a principal razão para a ideia de robots estar a ganhar espaço, de acordo com o mesmo relatório.

Relacionadas

Líderes empresariais temem exército de robôs assassinos

As armas autónomas letais conseguem operar sem intervenção humana, distinguindo sozinhas o alvo e disparando. Estas questões éticas levaram a que 116 grandes empresários, como Elon Musk, fundador da SpaceX e da Tesla Motor, Mustafa Suleyman, criador da britânica DeepMind, adquirida pelo Google, ou ainda Esben Østergaard, da Universal Robotics, redigissem uma carta às Nações Unidas.

Inteligência artificial ganha terreno no setor do ‘Data Center’

Muitos analistas confirmam o grande potencial da inteligência artificial quando se trata de aplicações empresariais e melhoria da posição competitiva da empresa.

Abaixo a ‘ditadura’ dos ecrãs! Maior motor de busca da China aposta na inteligência artificial

O motor de busca chinês quer apanhar os rivais e liderar a próxima revolução tecnológica, a da inteligência artificial. Mas ainda há obstáculos a transpor, como o facto de a empresa não possuir muita informação acerca dos seus utilizadores.
Recomendadas

Wall Street fecha mista em dia de Farfetch

O Dow Jones fechou em alta em contra-mão com os Nasdaq e S&P. A estreia de bolsa da Farfetch é um dos destaques em Wall Street, tendo a procura levado a uma subida do preço da ação face ao preço da colocação no IPO (oferta pública inicial).

Farfetch vale 7,02 mil milhões de dólares em bolsa

No lançamento do IPO, as ações da empresa valiam 20 dólares (17,03 euros), mas no final da sessão fecharam com uma cotação de 28,5 dólares. Ao fecho da sessão, a Farfetch tinha uma capitalização bolsista de 7,02 mil milhões de dólares (6,13 mil milhões de euros).

Bolsa de Lisboa fecha em terreno negativo em contra-ciclo com a Europa

A família Sonae, a Mota-Engil e a Pharol estragaram a sessão da bolsa lisboeta ao registarem quedas acima de 3%. A maioria das praças europeias encerrou em alta, com os índices ibéricos a registarem performances inferiores aos pares. O Euro Stoxx 50 registou a décima sessão consecutiva de valorização.
Comentários