easyJet atinge receitas de 1,67 mil milhões de euros no trimestre

A transportadora aérea conseguiu aumentar o seu performance por assento, ao mesmo tempo que aumentou a utilização da capacidade de carga. A performance do cumprimento de horários também melhorou.

A transportadora aérea easyJet encerrou os últimos três meses de 2019 (considerados o primeiro trimestre do ano de 2020) com um total de receitas de 1.425 milhões de libras (1,67 mil milhões de euros), mais 9,7% que no mesmo período do ano anterior. O número de passageiros transportados aumentou 2,8%, para 22,2 milhões, impulsionado por um aumento da capacidade, que agora está nos 24,3 milhões de assentos. O transporte de carga aumentou 1,6 pontos percentuais, para 91,3%.

Em comunicado, a easyJet afirma que “a receita total da companhia aérea por assento aumentou 8,8%, superando as expectativas”. Alinhado com essas expectativas estão os custos subjacentes: o custo por assento, excluindo combustível, aumentou 4,3% no trimestre.

O Comunicado salienta que a easyJet “apresentou um desempenho forte neste primeiro trimestre, com uma consolidação da procura por parte dos clientes e com as receitas por assento a atingir valores positivos, de acordo com as projeções de receita para este período”.

O desempenho de custos mantém-se totalmente alinhado com as previsões elaboradas pela empresa, enquanto o programa de resiliência operacional continuou a ser uma força motriz por trás de um desempenho operacional robusto.

“Estamos satisfeitos por termos começado o ano dando continuidade ao crescimento positivo. A melhoria da nossa receita por assento foi impulsionada por nossas iniciativas de receita de auto-ajuda combinadas com a procura robusta dos clientes e um mercado de menor crescimento de capacidade”, refere Johan Lundgren, CEO do grupo, citado pelo comunicado.

O lançamento da plataforma easyJet Holidays “foi um sucesso junto dos clientes, que poderão beneficiar de uma maior flexibilidade, melhores preços e uma oferta bastante ampla de hotéis.

“Ser o líder do setor em termos de sustentabilidade é fundamental para nós e estamos, desde o passado mês novembro, a compensar as emissões de carbono do combustível usado em todos os nossos voos. Isso significa que os voos de nove milhões de clientes tiveram um impacto líquido de emissões de carbono zero”, refere ainda.

No período em referência, a easyJet melhorou o On-Time Performance (OTP): “apesar do ambiente de tráfego aéreo continuar desafiador, a easyJets continua focada em garantir a realização do voo e reduzir atrasos graves para os clientes. A easyJet sofreu 1.274 cancelamentos no trimestre, sendo 813 deles devido a greves em França em dezembro, enquanto os atrasos superiores a três horas diminuíram 21% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Isso ajudou a obter uma forte pontuação de Satisfação do Cliente (CSAT) de 77,4% no trimestre, uma melhoria de 0,5 ponto percentual”, refere o comunicado.

Conforme estava previsto, a easyJet concluiu uma venda e leaseback de 10 aeronaves A319 no trimestre, gerando 133,7 milhões de euros.

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“Aquilo que estas empresas apresentaram ao sindicato, para evitar um descalabro e uma situação que ninguém gostaria de ter em cima da mesa, foi um corte dos salários, que poderia ser de 15% e também o congelamento das progressões automáticas, que não dependem do mérito e encarecem o trabalho, e nós temos baixas na média de 34%”, disse Diogo Marecos.

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