Economia está mais resiliente, mas há “significativas fontes de risco sistémico”, diz BdP

No relatório de Estabilidade Financeira, publicado esta quarta-feira, o Banco de Portugal identifica a atual conjuntura internacional como fonte de pressão para a economia portuguesa.

Cristina Bernardo

A economia portuguesa aumentou a capacidade de resistir a eventuais choques externos, mas os crescentes constrangimentos internacionais continuam a colocar pressão para Portugal, segundo o Banco de Portugal.

No Relatório de Estabilidade Financeira, publicado esta quarta-feira, o regulador salienta as “significativas fontes de risco sistémico” na atual conjuntura internacional, ainda que reconheça que o país prosseguiu “a redução das vulnerabilidades da economia portuguesa e do sistema bancário português e aumentou a resiliência a choques adversos”.

“Importa realçar que este trajeto de melhoria tem de continuar a ser desenvolvido e aprofundado em função da permanência de constrangimentos importantes, designadamente a manutenção de um baixo crescimento potencial da economia portuguesa”, refere.

O BdP sublinha que a economia portuguesa registou este ano “desenvolvimentos favoráveis do ponto de vista financeiro”, nomeadamente a redução dos rácios de endividamento do setor privado e o aumento da capitalização das sociedades financeiras.

O regulador salienta ainda a diminuição da dívida pública, desde 2017, prevendo que a balança de capital “deverá manter um excedente no conjunto do ano”. Destaca ainda a recuperação da rendibilidade bancária e a diminuição do crédito malparado, que “continuaram a reduzir-se a um ritmo significativo”.

Relacionadas

BdP: Principal ameaça à estabilidade financeira é a reavaliação “abrupta” dos prémios de risco

No Relatório de Estabilidade Financeira, o Banco de Portugal salienta que este risco se agravou face à avaliação do último relatório da instituição.
Recomendadas

BES. Solução para sucursais exteriores pode abranger cerca de 300 pessoas

Em declarações à Lusa, António Borges, presidente da direção da entidade, congratulou-se por, “finalmente, o Governo ter enquadrado os restantes lesados numa solução”, depois de um comunicado do gabinete do primeiro-ministro ter revelado que o Governo propôs às associações de lesados das sucursais exteriores do BES uma solução semelhante à do Banif, que prevê a delimitação de lesados não qualificados com vista à criação de fundo de recuperação.

BPI vai sair de bolsa a 1,47 euros, dois cêntimos acima da proposta do CaixaBank

CaixaBank vai pagar 1,47 euros por cada ação aos acionistas do BPI. Nos próximos três meses haverá uma ordem permanente de compra, permitindo aos acionistas do BPI venderem as suas ações ao grupo bancário espanhol.

Sindicato dos Quadros e CGD chegam a acordo para aumento salarial de 0,75%

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários concluiu revisão salarial do acordo de empresa com a CGD. O pagamento será feito em dezembro, com efeitos a 1 de janeiro de 2018.
Comentários