A bolsa de Lisboa encerrou a sessão desta quinta-feira com perdas acentuadas, em virtude de quedas nas cotadas do grupo EDP, a par do que aconteceu nos títulos do BCP, após conhecidos os resultados ao exercício de 2024.
O índice PSI contraiu 2,07% e ficou-se pelos 6.843 pontos.
A EDP Renováveis foi protagonista da maior queda, na ordem de 11,91%, que deixou as negociações nos 8,32 euros, após apresentar os resultados referentes na véspera, após o fecho da sessão. O sentimento negativo levou de arrasto a parceira EDP, com uma derrapagem na ordem de 4,19%, para 3,062 euros.
Ao mesmo tempo, o BCP descapitalizou 3,59% e ficou-se pelos 0,5642 euros após apresentar contas. Por outro lado, os resultados divulgados pela NOS permitiram atenuar as perdas do índice de referência de Lisboa, já que a empresa de telecomunicações valorizou 9,59% e alcançou os 4,29 euros.
Também entre as mais importantes praças europeias houve um clima de pessimismo, com descidas de 1,49% em Itália, 1,11% na Alemanha, 0,61% em Espanha e 0,51% em França, ao mesmo tempo que o Euro Stoxx 50 perdeu 1,07%. O Reino Unido contrariou a tendência, ao ganhar 0,37%.
Nos futuros, o Brent adianta-se 1,75%, até aos 73,33 dólares por barril, ao passo que o crude subiu 2,05% e atingiu os 70,03 dólares por barril.
“A sessão acabou por ser negativa para as bolsas europeias”, de acordo com a análise do departamento de Mercados Acionistas do Millennium Investment Banking.
“A intenção demonstrada por Donald Trump para aplicar tarifas de 25% aos produtos fabricados na União Europeia, bem como a indicação de que irá começar a aplicar esse imposto extra sobre as importações vindas do Canadá e do México já a partir de 4 de março, impondo também uma taxa adicional de 10% sobre as importações chinesas, acabou por condicionar o sentimento dos investidores”, assinala-se.
“O PSI mostrou-se ainda condicionado por uma resposta muito negativa às contas da EDPR, que arrastaram também a casa-mãe EDP. O BCP até mostrou lucros anuais recorde e superou as estimativas dos analistas, mas acabou por ceder após quatro sessões consecutivas de ganhos. Pela positiva de destacar o disparo da NOS, que também mostrou os seus números”, aponta-se ainda.
“No exterior o setor automóvel foi o mais castigado, travado pela colocação acelerada de uma participação na Ferrari. O tecnológico refletiu quedas mais expressivas nas empresas ligadas à indústria de semicondutores”, de acordo com os analistas.
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