EDP vende centrais mini hídricas em negócio avaliado em 164 milhões de euros

As 21 centrais mini-hídricas em causa têm uma concessão residual média de 14 anos, situam-se na região Centro e Norte de Portugal e totalizam 103 megawatts de capacidade instalada.

Cristina Bernardo

A EDP anunciou esta sexta-feira, antes da abertura do mercado, que chegou a acordo para a venda de 100% da EDP Small Hydro (que detém sete centrais mini-hídricas) e a Pebble Hydro (com mais 14 centrais) à Aquila Capital.

A operação está avaliada em 164 milhões de euros, sendo que o EBITDA – lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização – das duas entidades somou 21 milhões de euros no último ano, segundo a energética.

A informação foi divulgada esta manhã à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. O comunicado enviado ao regulador revela que as 21 centrais mini-hídricas em causa têm uma concessão residual média de 14 anos, situam-se na região Centro e Norte de Portugal e totalizam 103 megawatts de capacidade instalada.

“Com esta transação e com a venda de 50% da EDP Produção Bioeléctrica S.A. à Altri, acordada a 31 de Julho de 2018 por 55 milhões de euros, a EDP visa uma maior otimização do portfólio, através da alienação de atividades não estratégicas e de escala reduzida em Portugal, bem como da alocação destes fundos a outras áreas de crescimento”, explica a EDP, na mesma nota.

À CMVM, a elétrica revelou ontem que o seu lucro líquido caiu 74%, em termos homólogos, para 297 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2018, devido a dois fatores não-recorrentes. A empresa revelou que no terceiro trimestre fez uma provisão em relação aos 285 milhões que o Estado exige pela alegada sobrecompensação da EDP  nas centrais que operavam em regime de Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC). O EBITDA desceu 26%, também face ao mesmo período do ano passado,  para 2.410 milhões de euros.

A 27 de setembro, a EDP reviu em baixa para entre 500 e 600 milhões de euros a expectativa de resultado líquido do grupo em 2018, abaixo dos 800 milhões de euros antes estimados, na sequência de “medidas adversas” tomadas pelo Estado português.

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