Efeito Páscoa provoca quebra de 28% nos turistas espanhóis. Mas turistas do Brasil, China e EUA disparam mais de 20%

Enquanto o mercado espanhol recuou mais de 20%, os mercados do Brasil, China e Estados Unidos dispararam mais de 20%. segundo o INE.

O ‘efeito Páscoa’ provocou uma quebra de 28,6% dos turistas espanhóis em março e de 15,6% no primeiro trimestre. Segundo os dados do INE divulgados esta quarta-feira, enquanto o mercado espanhol recuou, os mercados do Brasil, China e Estados Unidos dispararam mais de 20%.

Este efeito diz respeito aos diferentes meses das épocas festivas celebradas este ano face a 2018. Se por um lado, o facto de o Carnaval ter tido lugar em março este ano (em fevereiro em 2018) teve um efeito positivo no mês de março, o facto de a Páscoa ter sido celebrada mais tarde (em abril; em 2018 foi celebrada em março), teve um impacto negativo nos dados turísticos deste mês.

O mercado britânico cresceu 1,6% em março e 2,4% no conjunto do primeiro trimestre. As dormidas de brasileiros “apresentou um crescimento significativo de 28,6%” no mês de março, e durante o primeiro trimestre subiu 7,3%.

Além destes dois mercados em crescimento, o INE evidenciou o mercado chinês que cresceu 22,2% em março e o mercado norte-americano que apresentou um aumento de 20,4%, sendo que ambos também se destacaram no conjunto dos primeiros três meses do ano (+20,3% e +24,8%, respetivamente).

Foi, então, a redução dos mercados da Alemanha, Espanha e França que se salientaram a quebra das dormidas de não residentes. Em março, as dormidas dos hóspedes alemães diminuíram 8,4%, enquanto o mercado espanhol foi o que apresentou a maior queda, com 28,6%. Embora não tão expressivo, França registou um decréscimo de 4,3%.

O setor do atividade turística registou 1,8 milhões de hóspedes e 4,5 milhões de dormidas no mês de março de 2019, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE), esta quarta-feira. De acordo com os dados, o número de hóspedes apresentou uma variação positiva de 3,5% (2,5% em fevereiro), sendo que o número de dormidas apresentou uma quebra de 0,2% (1,5% no mês anterior).

As dormidas de residentes cresceram 4,8% (-3,8% em fevereiro) enquanto as de não residentes recuaram 2,2%, tendo sido de -0,5% no mês anterior. As dormidas na hotelaria, com um total de 85,4%, registaram uma diminuição de 0,7% em março. Os estabelecimentos de alojamento local (12,5% do total) cresceram 3,1% e as de turismo no espaço rural e de habitação (2,0% do total) apresentaram um aumento de 2,1%.

Assim, o mercado interno contribuiu com 1,3 milhões de dormidas, que por sua vez representa um crescimento de 4,8% face à variação de -3,8% no mês precedente. O mercado externo, que tem um peso geral de 70,4%, recuou 2,2% (-0,5% em fevereiro), sendo que esta diminuição correspondeu a 3,2 milhões de dormidas.

No primeiro trimestre do ano, o INE verificou que se registou um aumento de 0,7% nas dormidas totais, que pode ser explicado pelo contributo positivo apenas dos residentes (+2,3%), uma vez que os não residentes pouco variaram (-0,1%).

Em março do presente ano, a estada média foi de 2,48 noites, o que significa uma redução de 3,6% (-3,0% nos residentes e -2,5% nos não residentes). Assim, a taxa líquida de ocupação-cama (38,8%) também recuou 1,8 p.p. em março (-1,5 p.p. em fevereiro). As receitas abrandaram, tendo apresentado um crescimento de apenas 3,1% (+4,2% em fevereiro), atingindo 246,8 milhões de euros.

Com as dormidas dos turistas estrangeiros a entrar em queda, o mercado britânico cresceu 1,6% em março e 2,4% no conjunto do primeiro trimestre. As dormidas de brasileiros “apresentou um crescimento significativo de 28,6%” no mês de março, e durante o primeiro trimestre subiu 7,3%.

Além destes dois mercados em crescimento, o INE evidenciou o mercado chinês que cresceu 22,2% em março e o mercado norte-americano que apresentou um aumento de 20,4%, sendo que ambos também se destacaram no conjunto dos primeiros três meses do ano (+20,3% e +24,8%, respetivamente).

Foi, então, a redução dos mercados da Alemanha, Espanha e França que se salientaram a quebra das dormidas de não residentes. Em março, as dormidas dos hóspedes alemães diminuíram 8,4%, enquanto o mercado espanhol foi o que apresentou a maior queda, com 28,6%. Embora não tão expressivo, França registou um decréscimo de 4,3%.

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