El Corte Inglés e Merlin Properties negoceiam aliança para criar ‘gigante’ imobiliário

O grupo de distribuição e a maior empresa cotada no setor estão em negociações para adquirir parte da carteira de propriedades, avaliada em 17 mil milhões de euros.

O El Corte Inglés e a Merlin Properties pretendem criar um ‘gigante’ imobiliário e para isso já se encontram a negociar uma possível aliança, que passará pela aquisição de parte da carteira de propriedades, avaliada em 17 milhões de euros, segundo revela esta quinta-feira, 11 de outubro, o jornal “El Confidencial”.

O El Corte Inglés quer cumprir o mais rapidamente possível os compromissos acordados com as agências de classificação financeira, prometidas na sua recente e primeira emissão oficial de títulos que irá reduzir a sua dívida de quatro mil milhões de euros para metade nos próximos 18 meses.

Jesus Nuño de la Rosa, presidente do grupo de distribuição, decidiu acelerar a venda de parte dos seus ativos imobiliários. De acordo com fontes financeiras, é neste ponto da operação que a Merlin Properties, a maior empresa cotada no setor em Espanha, entra em cena.

As mesmas fontes financeiras confirmaram as conversas entre Jesus Nuño de la Rosa e Ismael Clemente, CEO da Merlin Properties. Fontes próximas da Merlin Properties recusaram comentar essa informação, enquanto fontes oficiais do El Corte Inglés referem que “não existe nenhum acordo global com nenhuma operadora”.

A Merlin Properties é quem está mais avançada nas negociações com o El Corte Inglés, que quer fechar o acordo antes do final de 2018 ou, no mais tardar, antes de 28 de fevereiro de 2019, altura em que fica concluído o ano fiscal. A atual proposta consiste na aquisição de parte dos ativos imobiliários do El Corte Inglés e na assinatura de um contrato como gestor de carteiras.

O portfólio do grupo de distribuição é composto por 94 propriedades, a maioria delas em Espanha, das quais 87% são centros comerciais. Dos 7.670 milhões que a Merlin Properties administra em ativos, 5.500 milhões correspondem a escritórios, 934 milhões a centros comerciais e 403 milhões a lojas de comércio nas ruas principais.

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