Eleições no Montepio em risco de adiamento com nova lei das mutualistas

Os estatutos atuais prevêem que a eleição da administração da Associação Mutualista seja em dezembro. Mas o novo Código das Mutualistas implica mudança de estatutos e o adiamento é quase certo.

Ler mais

Os atuais estatutos da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) prevêem que as próximas eleições para os órgãos sociais da instituição terão de ocorrer em dezembro de 2018, mas a revisão do Código das Associações Mutualistas, que implica a alteração de estatutos nas associações mutualistas existentes, poderá adiar a data de eleição.

O Jornal Económico explica, na edição desta sexta-feira – disponível em papel e em formato digital, para assinantes –, que este adiamento significa que Tomás Correia se manterá como presidente da Associação Mutualista para lá de dezembro e até ao momento que o processo eleitoral esteja em condições de se realizar.

O anteprojeto do novo Código das Associações Mutualistas, se for confirmado como lei, obrigará ainda a outra alteração importante, que é a criação de uma assembleia de representantes dos associados. Esta terá por competências “a eleição dos órgãos de administração e de fiscalização, a definição das orientações fundamentais e o controlo da administração da associação”.

Esta Assembleia de Representantes não existe, atualmente, nos estatutos das associações mutualistas e deverá ter poderes que hoje são conferidos às assembleias gerais de associados.

Mantendo-se esta cláusula, o próximo presidente da AMMG não vai ser eleito diretamente pela assembleia geral de associados, mas por uma assembleia que representa os 620 mil associados da Mutualista dona da Caixa Económica Montepio Geral.

O anteprojecto do novo Código das Associações Mutualistas esteve em consulta pública durante o mês de fevereiro e agora está em processo legislativo, tendo sido já iniciada a consulta às entidades obrigatórias.

Relacionadas
Eleições no Montepio em risco de adiamento com nova lei das mutualistas
Os estatutos atuais prevêem que a eleição da administração da Associação Mutualista seja em dezembro. Mas o novo Código das Mutualistas implica mudança de estatutos e o adiamento é quase certo.
Vieira da Silva rejeita tratamento diferenciado na auditoria à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Vieira da Silva desmente que tenha existido algum tratamento diferenciado na homologação da auditoria da Inspeção Geral do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Carlos Tavares: “As contas são da responsabilidade da nova administração da Caixa Económica”
Presidente da Caixa Económica Montepio Geral explicou que ainda não está fechado o resultado de 2017 da instituição financeira, mas que a revisão resulta do aumento de imparidades.
Governo demorou 20 meses a aprovar relatório da auditoria à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
A auditoria foi concluída em abril de 2016, mas a aprovação governamental do documento só ocorreu quatro dias depois da derrota do ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa Pedro Santana Lopes nas diretas do PSD.
Recomendadas
UTAO: dívida pública fixou-se em 125,8% do PIB no 2º trimestre
Dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, atingiu 246,7 milhões de euros, o que corresponde a 125,8% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 131,7% no final de junho de 2017.
Facebook está a contratar diretor para departamento de direitos humanos
Facebook tem uma vaga para o cargo de Director of Human Rights Policy.
“Maior renda alguma vez criada em Portugal foi a extensão dos CAE”, realça ex-presidente da EDP
João Talone, que foi presidente da EDP entre 2003 e 2006, está esta tarde a ser ouvido da comissão parlamentar de inquérito às rendas excessivas
Comentários