Eleições presidenciais no Afeganistão adiadas para 20 de julho

Anúncio surgiu após semanas de especulações em torno de um adiamento com o objetivo de dar mais tempo às negociações de paz entre os norte-americanos e os talibãs.

As eleições presidenciais no Afeganistão, inicialmente marcadas para 20 de abril, vão realizar-se a 20 de julho, anunciou hoje o chefe da Comissão Eleitoral Independente, Abdul Badi Sayyad.

As eleições provinciais e locais, bem como uma votação legislativa na província de Ghazni, irão decorrer no mesmo dia, disse o responsável aos jornalistas, citado pela Agência France Presse.

Este anúncio surgiu após semanas de especulações em torno de um adiamento com o objetivo de dar mais tempo às negociações de paz entre os norte-americanos e os talibãs.

A data anterior, 20 de abril, tinha sido considerada irrealista por vários observadores, já que a Comissão Eleitoral Independente ainda não divulgou os resultados definitivos das eleições legislativas de outubro.

Um porta-voz do presidente Ashraf Ghani, que se candidata a um novo mandato, saudou o adiamento da data das eleições.

Este adiamento surgiu após o anúncio – não confirmado oficialmente – da retirada de cerca de sete mil dos 14 mil soldados norte-americanos, atualmente em solo afegão.

As últimas eleições presidenciais no Afeganistão, realizadas em 2014, ficaram marcadas por alegações generalizadas de fraude.

Os dois principais candidatos, Ashraf Ghani e Abdullah Abdullah, passaram a uma segunda volta com resultados muito próximos, mas antes de os resultados definitivos terem sido anunciados, Abdullah alegou ter existido fraude generalizada na votação.

O então secretário de Estado norte-americano, John Kerry, intercedeu e foi negociado um Governo de unidade nacional.

Ghani foi nomeado presidente e a Abdullah foi dado o recém-criado cargo de Chefe Executivo, num acordo que deveria ter durando dois anos, mas que continua até hoje.

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