Ementa sem preços em restaurante lisboeta gera indignação

A DECO já recebeu várias denúncias, maioritariamente feitas por turistas, sobre o alegado esquema do restaurante lisboeta.

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Um restaurante localizado perto da baixa lisboeta tem sido alvo de diversas denúncias por parte de clientes maioritariamente turistas. O restaurante foi acusado de praticar preços elevados sem o conhecimento dos seus consumidores, avança o Notícias ao Minuto.

Segundo o mesmo jornal, os funcionários do estabelecimento apresentam aos seus clientes uma ementa sem preços e, quando questionados sobre o custo, referem um preço médio pela refeição que, no final, se traduz numa conta bem mais elevada, muitas vezes superior a 300 euros.

As denúncias não chegaram apenas à Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO). Nas plataformas de turismo, como Tripadvisor ou Zomato, estão, também, escritas várias reclamações dirigidas ao estabelecimento.

O alegado esquema, relatam vários órgãos de comunicação, consiste em atrair turistas que passam pelo restaurante, com a sugestão de vários pratos típicos. Aliciados, os turistas acabam por ceder, acreditando nos funcionários quando lhes indica um preço médio, sendo-lhes, no final da refeição, apresentada uma conta que, por norma, ronda os 100 e os 300 euros.

Entre as várias denúncias, encontra-se a de um turista que reclamou no Tripadvisor ter sido “a refeição mais cara da minha viagem a Portugal. Vê, [os funcionários] com simpatia a oferecer pratos de peixe e vinho sem mostrar o cardápio e os preços. No final vem uma conta extorsiva. E a comida não é boa. Foram 130 euros duas pessoas”.

Outro comentário relata que a polícia foi chamada ao local na sequência de outras denúncias, à qual a “gerência do restaurante apresentou o respetivo menu com o preço registado”, menu esse que “não foi apresentado no pedido da refeição”.

Para evitar este tipo de situações, a DECO, citada pelo Notícias ao Minuto, alerta o consumidor para exigir a ementa com preços, antes de fazer o pedido. Assim, “não lhes poderá ser cobrado um valor superior ao que vem no preçário”, conclui.

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