PremiumEmpresa de estiva de Lisboa à beira da falência

Estudo da consultora EY traça um futuro negro para a empresa detida pelos operadores portuários da capital e considera que a AETPL só sobreviverá se baixar os salários dos estivadores para o nível dos de Leixões. Mais contestação à vista.

A AETPL – Associação-Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa, responsável pela contratação dos estivadores que operam no porto de Lisboa, está em situação de insolvência iminente, conclui um estudo de viabilidade económico-financeira da empresa e análise de opções para o futuro, elaborado pela consultora EY, a que o Jornal Económico teve acesso. Este estudo, datado de 30 de outubro passado, já foi entregue aos diversos associados da AETPL.

A EY traçou três cenários de desenvolvimento para a empresa que contrata os estivadores para o porto de Lisboa e chegou à conclusão que, apenas num deles, a AETPL terá futuro económico-financeiro possível, desde que aplique as tabelas salariais em prática no porto de Leixões, inferiores às atualmente  xistentes no porto da capital.

Segundo o estudo da consultora, a AETPL registou um volume de faturação de 5,9 milhões de euros em 2017, tendo apresentado um EBITDA negativo de 170 mil euros, depois de ter canalizado 5,8 milhões de euros para gastos com o pessoal.  O primeiro cenário em análise pela EY pressupôs uma alteração do pricing da AETPL através do aumento de 5% das tarifas cobradas aos sócios pela prestação do serviço de trabalho.

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