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Empréstimos sobem em janeiro para 133.200 milhões de euros e atingem máximo de 12 anos, refere BdP

Segundo os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP), no final de janeiro havia 133.199,5 milhões de euros emprestados a particulares, o que representava uma taxa de variação anual (tva) – que exclui o impacto das variações que não tenham sido motivadas por transações propriamente ditas – de 4,7%.
27 Fevereiro 2025, 13h54

O montante total de empréstimos subiu cerca de 4,7% em janeiro, em termos homólogos, para 133.199,5 milhões de euros, um máximo desde março de 2013, tendo os depósitos subido 6,8% no mesmo período.

Segundo os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP), no final de janeiro havia 133.199,5 milhões de euros emprestados a particulares, o que representava uma taxa de variação anual (tva) – que exclui o impacto das variações que não tenham sido motivadas por transações propriamente ditas – de 4,7%.

De acordo com o banco central, a subida mensal foi de 421 milhões de euros, 415 milhões dos quais referentes ao crédito à habitação e seis milhões de euros relativos aos empréstimos ao consumo.

No final de janeiro, o ‘stock’ de empréstimos para a habitação totalizava 102.798 milhões de euros e o valor de crédito ao consumo e outros fins somava 30.401,4 milhões de euros, representando tva respetivas de 4,1% e 7,3%.

No final do primeiro mês do ano, o crédito pessoal totalizava 12.588,7 milhões de euros (tva de 7,3%), o crédito automóvel 8.421,2 milhões de euros (tva de 10,1%) e cartões de crédito e outros fins 3.189,9 milhões de euros (tva de 8,0%).

Para empresas, o ‘stock’ era de 72.788,6 milhões de euros, mais 281 milhões de euros do que em dezembro e uma tva de 1,3%.

Por dimensão, as microempresas e as grandes empresas tiveram tva positivas de 7,3% e 2,8%, respetivamente, enquanto as pequenas e as médias empresas registaram taxas negativas de 0,5% e 4,8%.

Os setores das indústrias e eletricidade e do comércio, transportes e alojamento apresentaram, em janeiro, taxas de variação anual negativas, de -0,6% e -0,2%, respetivamente (-1,3% e -1,6% em dezembro), enquanto construção e atividades imobiliárias registaram uma tva de 6,0%.

Quanto a depósitos, o ‘stock’ no final de janeiro era de 192.553,5 milhões de euros, menos 117 milhões de euros do que em dezembro, mas o suficiente para uma tva de 6,8% – que, apesar de positiva, teve o seu terceiro mês consecutivo de descidas.

A diminuição em cadeia foi atribuída pelo BdP à “diminuição de 153 milhões de euros das responsabilidades à vista (constituídas quase na íntegra pelos depósitos à ordem), compensada pelo aumento de 35 milhões de euros dos depósitos a prazo (que incluem os depósitos com prazo acordado e os depósitos com pré-aviso).

Entre as empresas, o volume de depósitos nos bancos residentes era, no final de janeiro, de 68.374,8 milhões de euros, o equivalente a uma tva de 8,7%, apesar da descida de 1.023 milhões de euros face a dezembro.

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