Erdogan avisa França para “não entrar em conflito com a Turquia”

O Presidente turco, Recep Erdogan, avisou hoje o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, “para não entrar em conflito com a Turquia”, quando sobe de tom a tensão entre os dois países sobre a situação no Mediterrâneo.

STR/Lusa

“Não tente uma querela com o povo turco. Não tente lutar com a Turquia. Terá problemas comigo”, alertou Erdogan, num discurso em Istambul e transmitido pelas televisões, referindo-se às severas críticas feitas por Macron a Ancara, sobre o conflito entre a Grécia e a Turquia sobre a prospeção de gás e petróleo no Mediterrâneo oriental.

Na sexta-feira, Macron disse que a Europa precisa de ser “clara e firme” com o Governo de Erdogan, colocando-se ao lado da Grécia e de Chipre, numa altura em que a União Europeia decidiu aplicar sanções a Ancara por causa do conflito no Mediterrâneo.

Macron disse mesmo que o Governo turco teve “um comportamento inaceitável, dizendo ser necessário “esclarecer as suas intenções”.

A França tem sido um dos países mais firmes na resposta às prospeções turcas, em busca de jazidas de gás, tendo chegado a enviar, durante o verão, navios e aviões de guerra para a zona, para sublinhar o seu apoio a gregos e cipriotas.

A Turquia reivindica o direito de explorar depósitos de hidrocarbonetos numa área marítima que Atenas considera estar sob sua soberania.

A França e a Turquia estão também em desacordo sobre o embargo de armas à Líbia, mas Erdogan recusa as críticas de Paris, dizendo que a França se deve lembrar do seu histórico colonial.

Ler mais
Recomendadas

Hong Kong: Tribunal nega fiança a magnata dos ‘media’ e ativista Jimmy Lai, acusado de fraude

Ao contrário do que sucedeu com Lai, o magistrado permitiu que os outros dois dirigentes saíssem em liberdade, mediante pagamento de fiança. O juiz justificou a decisão de não permitir a fiança a Lai por entender que existe o risco de fuga e podia reincidir no crime.

Procurador aponta novos indícios de irregularidades na campanha de Bolsonaro em 2018

A informação foi avançada pela Procuradoria-Geral da República, que indicou que o vice-procurador-geral eleitoral, Renato Brill de Góes, pediu ainda a quebra do sigilo bancário e fiscal do empresário Luciano Hang, apoiante de Jair Bolsonaro, e de quatro empresas, referente ao período entre 01 julho a 30 de novembro de 2018.

Eletrobras e Correios entre 115 privatizações anunciadas pelo Brasil para 2021

O governo também pretende realizar pelo menos dois leilões no próximo ano para oferecer direitos de exploração de petróleo e gás em áreas marítimas, incluindo algumas no pré-sal, área de reservas petrolíferas que fica debaixo de uma profunda camada de sal e que o Brasil descobriu ter reservas gigantescas.
Comentários