Portugal exportador aposta em “clusters de rápido crescimento”

A 13ª edição do Portugal Exportador destaca quatro clusters e quatro mercados. Angola, Espanha, EUA e China são os alvos definidos.

A 13ª edição do Portugal Exportador, iniciativa organizada pela Fundação AIP, Novo Banco e pela aicep Portugal Global, dirigida às pequenas e médias empresas (PME) que estão a dar os primeiros passos no processo de internacionalização e que querem explorar e diversificar novos mercados de exportação, decorrerá das 9h00 às 19h do próximo dia 14, no Centro de Congressos de Lisboa, antiga FIL, na Junqueira.

Há mais de uma década, o Portugal Exportador nasceu para facultar às empresas portuguesas a possibilidade de, num só dia e num único local, conhecer os instrumentos de apoio à exportação e internacionalização; aceder a informação especializada por mercados, setores e temas relacionados com a internacionalização; conhecer em discurso direto a experiência de internacionalização de empresas portuguesas, os sucessos e as dificuldades; aceder a um conjunto de produtos e serviços; e identificar potenciais parceiros e estabelecer e reforçar contactos pessoais gerando condições para cada empresa desenvolver a sua melhor estratégia para enfrentar o grande desafio da globalização.

Para esta edição, a Fundação AIP espera uma participação superior à registada em 2017, ano em que alcançou os 1500 participantes, 34 embaixadas, 16 empresas prestadoras de serviços, oito gabinetes de consultoria, 15 câmaras de comércio bilaterais e portuguesas no exterior, 16 workshops, 32 cafés temáticos e mais de 100 oradores nacionais e internacionais.

Quanto aos principais objetivos do evento, Jorge Rocha de Matos, presidente da Fundação AIP, afirma ao Jornal Económico que importa, sobretudo, que as empresas portuguesas “tenham uma perceção mais fina das unidades e prioridades geoeconómicas e da sua articulação entre elas, que devem figurar no mapa da internacionalização”.

As metas passam ainda pela diversificação geográfica das exportações e pelo reforço do perfil das exportações portuguesas. “A prioridade que damos aos clusters nesta edição insere-se nesta filosofia e faz parte da nossa nova estratégia para promover as exportações, através da mobilização de clusters de rápido crescimento”, conclui Rocha de Matos.

Em matéria de exportações, o responsável assume como “desafio estratégico” ultrapassar a barreira dos 50% na participação no Produto Interno Bruto (PIB) no horizonte de 2020, e realça a “dinâmica muito positiva” que o tecido empresarial português tem revelado, “ultrapassando os vários custos de contexto e outros constrangimentos que ainda existem, a par da grande resiliência que permitiu ultrapassar os anos de crise, fortalecendo cadeias de valor, e reforçando o perfil das exportações em termos de valor acrescentado”.

Quatro mercados e quatro clusters no centro das atenções

A grande novidade nesta 13ª edição do Portugal Exportador prende-se com a centralidade atribuída a quatro mercados e quatro clusters: Angola, Espanha, Estados Unidos da América e a China são os mercados em destaque e a construção, agroalimentar, automóvel e tecnologia, os clusters escolhidos. No que diz respeito aos mercados selecionados, a organização preparou um conjunto de workshops diretamente relacionados com a economia, oportunidades e estratégias de negócio para entrar de forma segura e sustentada. No global, o porgrama contempla dez horas consecutivas de negócios e empreendedorismo, com reuniões, networking, workshops, conferências, cafés temáticos e consultoria a ocorrer em simultâneo.

A marcar a diferença, este ano, foi introduzida uma área premium no evento com conteúdos exclusivos e específicos por setor e mercado, a juntar-se a todos os conteúdos informativos (área free). A definição destes dois conceitos permite a expositores, patrocinadores e participantes assegurar uma presença com conteúdos diferenciados de acordo com os objetivos de cada empresa.

 

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