Estratégia multi-cloud: saber colocar os ovos em vários cestos

Diz a sabedoria popular que os ovos não devem estar todos no mesmo cesto. A razão para tal, é mais ou menos óbvia. Mitigar o risco e evitar que, no caso de haver algum problema, os ovos não se partam todos.

 

Este conselho tem aplicação em diferentes áreas da gestão pessoal e empresarial e, recentemente, passou a aplicar-se, também, à forma como os gestores devem abordar a migração dos seus sistemas de informação para a cloud.

No princípio da cloud, o movimento foi o de replicar o modelo de data center e fazê-lo com um operador cloud. Posteriormente, surgiu o conceito de cloud híbrida, que dividia os sistemas de informação entre cloud pública e privada, como forma de conseguir adequar os recursos informáticos e dar resposta às diferentes exigências da empresa e, em simultâneo, cumprir com regulamentações como é o caso do safe harbour na Europa, que mais não é do que garantir que os dados “europeus” ficam na Europa.

Face às crescentes potencialidades oferecidas pela cloud, as empresas viram-se, ainda, perante o desafio de garantir os níveis de eficiência – e de custos – que nem sempre conseguiam alcançar com o mesmo fornecedor de cloud. Por outro lado, as empresas não podiam ficar dependentes de apenas um “servidor de cloud”, o que levou os CTO (Chief Technology Officers), à necessidade de criarem as chamadas estratégias multi-cloud.

Ou seja, trabalhar com diferentes prestadores de serviços de cloud em função das exigências aplicacionais da empresa e os respetivos requisitos de segurança e, assim, obter o melhor desempenho pelo melhor preço.

Esta diversificação trouxe consigo outros desafios que a pandemia veio acentuar. Em concreto, a capacidade de a empresa assegurar, não apenas o controlo absoluto da sua informação, mas conseguir disponibilizar novas funcionalidades em tempo recorde para clientes internos e externos.

Isto sem comprometer a segurança do código e dos dados, protegendo-os do próprio serviço de host, um requisito fundamental, sobretudo, para empresas de sectores regulados, como serviços financeiros, seguros ou saúde.

Escusado será dizer que a gestão de tantos “ovos em diferentes cestos” exige uma nova abordagem à forma como as empresas devem desenhar e implementar a sua estratégia multi-cloud, alinhada com as necessidades do seu negócio, os adequados níveis de serviço e os custos otimizados. Além disso, a empresa tem de ser capaz de fazer esta gestão a partir de uma única consola e em tempo real, que permita adequar em cada momento a arquitetura mais segura e eficiente do seu ambiente cloud.

É por isso que um parceiro com experiência multi-cloud e com ferramentas vendor locking é altamente valorizado. Ou seja, um único parceiro que conhece as melhores soluções de cada serviço cloud.

Assim, para além da otimização de custos, da escalabilidade, do melhor desempenho e acesso a dados, bem como da capacidade de pôr em funcionamento uma infraestrutura em minutos, fazem da nuvem a escolha preferida pelas empresas que lidam com grandes volumes de dados, bem como por aquelas que simplesmente precisam de implementar uma web sem grandes requisitos informáticos.

Numa altura em que as fundações da nossa sociedade assentam cada vez mais na computação e no digital e em que os sistemas de informação dependem de infraestruturas cada vez mais exigentes e complexas, nomeadamente para fazer face à necessidade de incrementar exponencialmente o teletrabalho, é fundamental para as empresas saberem tomar as decisões certas sobre a estratégia cloud mais apropriada à sua realidade por forma a servir adequadamente os seus clientes internos e externos.

E este desafio da cloud é especialmente crítico para as PME, pela necessidade que têm de controlar os custos de investimento, por causa do atual contexto económico, e têm de se prepararem para o próximo ciclo de crescimento.

A estratégia cloud first é um desafio para as grandes empresas, mas também para as médias e pequenas empresas que devem fazer uma análise do seu investimento em TI e tomar a decisão de se adaptarem a um ambiente competitivo e em constante mudança e que é especialmente complexo no atual contexto económico.

 

António Mendes

Territory Manager, Enimbos Portugal

 

 

Este conteúdo patrocinado foi produzido em colaboraçáo com a Enimbos.

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