A Polícia Federal dos Estados Unidos está a tentar localizar um pacote suspeito alegadamente dirigido ao antigo vice-presidente norte-americano Joe Biden. Este é o sexto pacote suspeito contendo potenciais explosivos a ser enviado a altas figuras da política norte-americana, depois de Bill e Hillary Clinton, Barack Obama, e a CNN também terem sido ameaçados.
O multimilionário e filantropo George Soros foi o primeiro alvo dos pacotes suspeitos. Na terça-feira, um funcionário da residência do milionário terá encontrado um engenho explosivo na caixa de correio e alertado de imediato a polícia. Na altura do incidente, George Soros não se encontrava em casa e, de acordo com o FBI, “não representou qualquer ameaça à segurança pública”.
Um dia depois surgiram novos casos: o casal Clinton; o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama; o antigo diretor da CIA John Brennan (alvo das ameaças à CNN); o ex-procurador-geral Eric Holder; a congressista democrata Maxine Waters, eleita pelo estado da Califórnia, tem sido uma forte crítica da administração Trump.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta quarta-feira, num comício no estado de Wisconsin, que “qualquer tipo de violência não tem lugar no país” e prometeu apanhar o responsável pelos pacotes suspeitos. Ao mesmo tempo, apelou aos media para que acabem com “ataques e histórias constantemente negativos e muitas vezes falsos”. “Ninguém deve comparar descuidadamente adversários políticos a vilões históricos, o que é feito com frequência”, defendeu.
Até agora todos os alvos dos pacotes suspeitos são críticos do Partido Republicano e de Donald Trump. As opiniões dividem-se em relação às motivações das ameaças. Entre os democratas, há que diga que a retórica de Donald Trump está a incentivar uma escalada de violência, enquanto os republicanos falam de uma estratégia democrata para ganhar votos nas eleições de 6 de novembro para o Congresso.

