Euro cai pressionado por tensão entre Roma e Bruxelas

Divisa europeia esteve pressionada numa altura em que o Governo italiano reafirmou que mantém a sua previsão de um défice de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no orçamento para 2019,

O euro esteve hoje pressionado pelas divergências entre Roma e a Comissão Europeia sobre o orçamento italiano para 2019, segundo analistas do mercado de divisas.

Às 18:35 (hora de Lisboa), o euro seguia a 1,1333 dólares, quando na quinta-feira quase à mesma hora negociava a 1,1396 dólares.

O Banco Central Europeu fixou hoje o câmbio de referência do euro em 1,1346 dólares.

A decisão da Reserva Federal (Fed) norte-americana de assinalar mais subidas graduais das taxas de juro nos próximos trimestres favoreceu o dólar.

Na sua reunião de quinta-feira, a Fed deixou os juros de referência inalterados, como se esperava, depois de já os ter aumentado três vezes desde o início do ano, mas prevê-se que venha a decidir uma nova subida já em dezembro.

Por sua vez, o euro esteve pressionado numa altura em que o Governo italiano reafirmou que mantém a sua previsão de um défice de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no orçamento para 2019, apesar das críticas de Bruxelas, que rejeitou o projeto orçamental italiano.

Se o Governo italiano se recusar a apresentar até 13 de novembro um novo projeto orçamental “em linha com as regras”, a Comissão deverá propor ao Conselho a imposição de sanções.

Ler mais
Recomendadas

Spiros Martinis Spettel será o primeiro CEO da parceira entre EDP e Engie

Mandatos na nova ‘joint venture’ vão durar três anos. No primeiro, é a EDP Renováveis a nomear o CEO, enquanto a Engie escolhe o ‘chairman’ e o COO, enquanto no seguinte será ao contrário.

Alívio na guerra comercial inspira otimismo em Wall Street

A redução das restrições dos Estados Unidos na guerra comercial com a China e para com a Huawei, levaram as empresas que fornecem produtos ao grupo tecnológico a valorizar as suas ações.

Mexia: “Parceria da EDP com a Engie é uma medida natural no mercado”

O CEO da empresa portuguesa falou em Londres, na apresentação da parceria com a energética francesa. A ‘joint venture’ destina-se a criar líder de mercado no energia eólica ‘offshore’ e deve ser estabelecida até ao final do ano.
Comentários