Evolução da economia estabilizou em junho, assinala ISEG

Índice de confiança dos economistas do Instituto Superior de Economia e Gestão relativo à evolução da atividade económica portuguesa no curto prazo foi de 35,5, o mesmo valor que em maio.

Dado Ruvic/Reuters

Os economistas do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) acreditam que a evolução da economia a curto prazo estabilizou em junho. O índice de confiança desta faculdade relativamente ao progresso da atividade económica portuguesa no curto prazo foi de 35,5, o mesmo valor apresentado no mês anterior.

O consenso dos membros do painel relativamente à evolução económica diminuiu, sendo que essa unanimidade tem como indicador o coeficiente de variação dos valores individuais apresentados, de acordo com o comunicado do instituto enviado esta terça-feira.

O índice de confiança do ISEG sobre a evolução a curto prazo da economia portuguesa, cujo valor pode variar entre 0 (confiança mínima) e 100 (confiança máxima), é atribuído por um painel de dezasseis professores com base em informação quantitativa e qualitativa previamente recolhida. Além disso, inclui os apuramentos de um inquérito realizado mensalmente a todos os docentes do ISEG.

Já no final de junho, na sua Síntese de Conjuntura, o ISEG reviu em baixa a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), apontando para um intervalo entre 2,2% e 2,6%. “Para a totalidade do ano de 2018, tendo em conta o observado no primeiro trimestre em Portugal e na área euro, e que se traduziu por uma desaceleração do ritmo de crescimento nas duas áreas, há lugar a uma revisão em baixa do intervalo de previsão anteriormente assumido para o crescimento da economia portuguesa em 2018”, referia o documento.

Recorde-se que o PIB de Portugal expandiu 2,1%, em termos homólogos, no primeiro trimestre do ano, penalizado pela desaceleração das exportações, que não compensou as importações, de acordo com os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que confirmaram a estimativa conhecida há duas semanas. O valor da comparação homóloga representa uma desaceleração face aos 2,4% registados no quarto trimestre de 2017. A variação trimestral, ou seja, em cadeia, foi de 0,4%, acrescentou o INE.

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