Ex-secretário-geral da UGT João Proença vai integrar conselho de relações laborais da Altice

A criação do conselho consultivo de relações laborais foi anunciada no final de janeiro, com o objetivo de “aumentar a eficiência nas relações entre os trabalhadores e a empresa, promovendo uma maior capacidade de alcançar paz social, o estabelecimento de pontes e geração de consensos”, segundo a operadora.

O ex-secretário-geral da UGT João Proença vai integrar o conselho consultivo de relações laborais da operadora de telecomunicações Altice Portugal, anunciou o presidente-executivo da empresa, Alexandre Fonseca.

Alexandre Fonseca, que falava durante um jantar com convidados da Altice, em Lisboa, assegurou que o objetivo da empresa é assegurar boas relações laborais.

A criação do conselho consultivo de relações laborais foi anunciada no final de janeiro, com o objetivo de “aumentar a eficiência nas relações entre os trabalhadores e a empresa, promovendo uma maior capacidade de alcançar paz social, o estabelecimento de pontes e geração de consensos”, segundo a operadora.

A decisão surgiu de uma reunião com a maioria dos sindicatos representativos dos trabalhadores da Altice Portugal e a comissão de trabalhadores da empresa.

A operadora de telecomunicações foi alvo, no ano passado, de protestos por questões laborais, particularmente devido à mudança de trabalhadores da Altice Portugal para outras empresas, recorrendo à figura jurídica de transmissão de estabelecimento, o que provocou polémica.

João Proença, engenheiro, atual presidente do Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, eleito em outubro, foi secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT) durante 18 anos. Cumpriu, também, dois mandatos como deputado à Assembleia da República, eleito pelo Partido Socialista (PS) e foi membro da comissão política do partido.

Compromisso com o investimento

No encontro, que decorreu no Parque Mayer, Alexandre Fonseca reafirmou o compromisso da empresa com o investimento em Portugal e com a inovação.

Esta terça-feira, à tarde, durante a apresentação de novos produtos e serviços da operadora, o presidente-executivo da Altice afirmara que a empresa investiu 1,2 mil milhões de euros em Portugal nos últimos três anos.

Alexandre Fonseca destacou que o investimento feito em infraestruturas ascendeu a 400 milhões de euros.

Entre os projetos desenvolvidos, apontou o investimento feito no maciço central da Serra da Estrela e no data center da Covilhã.

A Altice arrancou com a infraestruturação de fibra ótica de última geração do Maciço Central da Serra da Estrela a 11 de março. Segundo a operadora, o projeto inédito no país pretende ligar seis concelhos da região (Seia, Manteigas, Fundão, Covilhã, Gouveia e Oliveira do Hospital), garantindo o acesso destas populações a tecnologia de última geração, algo que nunca aconteceu em várias décadas.

Em fevereiro, a operadora de telecomunicações tinha também anunciado um investimento de mais quatro milhões de euros no data center da Covilhã para concretizar, entre outras ações, a migração de toda a infraestrutura de suporte ao portal SAPO. A ação envolve 671 servidores e um petabyte de armazenamento e pretende ser o maior centro de processamento de dados em Portugal.

 

Altice é marca corporativa, Meo marca comercial

Durante a tarde, como o Jornal Económico tinha já noticiado, a operadora de telecomunicações apresentou a sua nova estrutura de marcas, afirmando a marca Altice como marca única corporativa, mas mantendo também as marcas Meo e Sapo como marcas comerciais, assim como PT Empresas, Moche e Uzo.

“Clarificámos a nossa identidade. Clarificámos a nossa marca. Somos Altice Portugal”, afirmou Alexandre Fonseca.

“Temos muito orgulho no legado da Portugal Telecom e, por isso, vamos manter a marca Meo”, acrescentou.