Executivo da Huawei detido na Polónia por espionagem

A Agência de Inteligência Polaca deteve um executivo da empresa chinesa de telecomunicações Huawei acusado do ato de espionagem, revelou o governo da Polónia à imprensa. O “El País” diz ainda que foi detido um funcionário polaco dos serviços estatais, que trabalhou na empresa telefónica “Orange”. As autoridades locais polacas confirmaram que as instalações da Orange […]

A Agência de Inteligência Polaca deteve um executivo da empresa chinesa de telecomunicações Huawei acusado do ato de espionagem, revelou o governo da Polónia à imprensa. O “El País” diz ainda que foi detido um funcionário polaco dos serviços estatais, que trabalhou na empresa telefónica “Orange”.

As autoridades locais polacas confirmaram que as instalações da Orange e da Huawei já estavam a ser investigadas pela Agência de Inteligência e pela segurança nacional. A imprensa local identificou o diretor da Huawei como sendo Weijing Wang e confirmaram que os detidos já foram acusados de espionagem contra a República Polaca. Um juíz de Varsóvia declarou prisão preventiva para os detidos, que podem incorrer numa pena de prisão que pode chegar até aos 10 anos de encarceramento.

Desde a prisão do indivíduo chinês e do polaco, a Huawei já se manifestou ao afirma que “estamos conscientes da situação e estamos a investigar” ao mesmo tempo que cimentam que “a empresa cumpre todas as leis e regulações de cada país onde opera, e espera que os seus funcionários façam o mesmo nos países onde trabalham”. O Governo Chinês já demonstrou que está “muito preocupado” com a detenção do diretor executivo chinês. Esta detenção surge depois da prisão da diretora financeira e filha do fundador da Huawei, Meng Wanzhou, no primeiro dia de dezembro, no Canadá por causa de uma petição dos Estados Unidos da América, onde diziam que Wanzhou violou sanções impostas por Washington ao Irão.

Apesar de agora se encontrar em liberdade por ter pago a fiança imposta, Meng está a aguardar o pedido formal de extradição. Caso este não seja feito, a diretora poderá ser libertada de forma automática. No entanto, a China já ripostou e deteu dois cidadãos americanos no seu país, por suposta implicação em atividades que põem em perigo a segurança nacional do país asiático, de forma a dar resposta aos Estados Unidos no chamado caso Huawei. Estas detenções abriram um conflito entre a China, o Canadá e os Estados Unidos da América.

De momento, a Huawei pode ser afetada por este escandâlo, pois vários países mostraram reservas em relação à expansão da marca chinesa e da sua participação na criação de redes 5G mundias. Em setembro do ano passado, o governo australiano proibiu a marca chinesa de participar na rede nacional daquele país, alegando “razões de segurança”.

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