PremiumExtrema-direita testa capacidade nas eleições parlamentares

Os resultados eleitorais da extrema-direita têm sido muito positivos. O próximo embate é já no domingo, nas eleições regionais da Baviera, na Alemanha.

Os bons resultados que a direita radical recentemente catalogada como populista tem registado numa crescente série de países da União Europeia  com manifestações semelhantes noutras latitudes, como é o exemplo mais recente do Brasil está a servir de base à unificação de esforços com vista às eleições para o Parlamento Europeu, que decorrerão em maio do próximo ano.

“Talvez seja excessivo falar-se de uma espécie de Internacional protofascista”, diz o comentador e analista político Francisco Seixas da Costa, mas que as movimentações dos diversos partidos acantonados nesse lado do espectro político são cada vez mais evidentes, isso é insofismável.

Já este fim-de-semana, uma nova prova da vitalidade (ou da falta dela) da direita radical constituirá mais um elemento a levar em consideração sobre a capacidade desta linha política surgir como, em última análise, uma alternativa aos partidos social-democratas e conservadores que têm liderado, desde a sua criação, os destinos da União Europeia.

O terreno é novamente a Alemanha, mais especificamente a Baviera, onde a CSU aliada da CDU da chanceler Angela Merkel no governo federal e força dominante na região há umas seis décadas está, segundo todas as sondagens, a conhecer inesperadas dificuldades em manter o governo regional nas suas mãos sem o recurso a coligações. Os ‘suspeitos’ de ‘encravarem a engrenagem’ são os do costume: a Alternativa para a Alemanha (AfD), partido pró-nazi que entrou no parlamento federal com assinalável estrondo na sequências das eleições gerais de setembro passado, e que prevê ultrapassar confortavelmente a fasquia dos 10% nas eleições regionais na Baviera e retirar a maioria absoluta à CSU.

 

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