Famílias chinesas gastaram mais de 130 mil milhões de euros em compras no Ano Novo Lunar

O comércio eletrónico foi, mais uma vez, um dos principais beneficiados da principal festa das famílias chinesas. Só o Jingdong, uma das maiores plataformas de comércio ‘online’ da China, registou um aumento homólogo de ordens de 42,7%.

As famílias chinesas gastaram 1,01 bilião de yuan (130.642 milhões de euros) em compras, durante a semana de férias do Ano Novo Lunar, mais 8,5% do que no anterior, mas a menor subida homóloga desde 2011. Os dados, avançados esta terça-feira pelo ministério chinês do Comércio, incluem gastos em lojas, viagens e restauração, entre 03 e 08 de fevereiro.

O comércio eletrónico foi, mais uma vez, um dos principais beneficiados da principal festa das famílias chinesas. Só o Jingdong (JD), uma das maiores plataformas de comércio ‘online’ da China, registou um aumento homólogo de ordens de 42,7%.

Utensílios de cozinha foi a categoria de produto cujas vendas mais cresceram naquela plataforma, em relação a 2018, com um aumento de 399%, seguida por móveis (185%) e bagagens (148%).china

Segundo o Gabinete Nacional de Estatísticas da China, o consumo contribuiu para 76,2% do crescimento económico da China, no ano passado, com um aumento de 18,6%, face a 2017.

“A julgar pelos principais indicadores económicos, a procura doméstica tornou-se numa força decisiva do crescimento económico da China”, afirmou Wang Bin, vice-diretor geral do Departamento de operações de mercado e promoção do consumo, do ministério do Comércio, citado pelo jornal oficial China Daily.

No entanto, o ritmo de crescimento homólogo do consumo durante o Ano Novo Lunar foi o mais lento dos últimos nove anos, ilustrando a tendência de abrandamento na economia chinesa.

Em 2018, por exemplo, os gastos durante a principal festa das famílias chinesas, equivalente ao natal nos países ocidentais, aumentaram 10,2%, face ao ano anterior, para 926.000 milhões de yuan (120.982 milhões de euros).

A economia da China, a segunda maior do mundo, cresceu 6,6%, em 2018, ou seja, ao ritmo mais lento dos últimos 28 anos.

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