“Fecha-se um ciclo”. Passos Coelho já votou no sucessor

O ex-primeiro-ministro mantém-se no cargo de presidente do partido até ao final do dia, altura em que será substituído por Pedro Santana Lopes ou Rui Rio.

Ler mais

Meia hora depois da abertura das votações nas eleições diretas do Partido Social-Democrata, Pedro Passos Coelho já tinha votado no próprio sucessor. O ex-primeiro-ministro mantém-se no cargo de presidente do partido até ao final do dia, altura em que será substituído por Pedro Santana Lopes ou Rui Rio.

“Está a fechar-se um ciclo de quase oito anos na vida do PSD e vai abrir-se outro ciclo que espero que seja positivo”, afirmou Passos Coelho, que garantiu que abandona a liderança “de bem” consigo próprio e com os outros”.

Do sucessor, o social-democrata espera que seja capaz de “apresentar uma alternativa de governo e uma proposta que os portugueses possam ver como fiável para o futuro”.

“O PSD tem sempre a intenção de disputar a eleição legislativa para formar Governo, portanto por definição o próximo presidente do PSD irá disputar as eleições legislativas e espero que o possa fazer da melhor forma possível. Tem dois anos praticamente para preparar essa eleição e esse será o período de afirmação dessa liderança”, acrescentou.

Sobre o futuro, Passos, que irá também abandonar o cargo de deputado a partir de fevereiro, garantiu que se “nesta fase” vai continuar com a sua vida, sem pensar em cargos políticos.

As eleições diretas vão decorrer até às 20 horas, em 396 mesas de voto distribuídas em Portugal continental, Açores, Madeira, Europa e Fora da Europa, estando envolvidas cerca de 2.800 pessoas no processo eleitoral. Além do presidente do partido, os militantes vão votar também os delegados no Congresso, dos dias 16 a 18 de fevereiro.

O antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes irá votar e acompanhar os resultados eleitorais em Lisboa, enquanto o ex-presidente da Câmara do Porto Rui Rio votará e passará a noite eleitoral na cidade onde foi autarca.

Segundo dados divulgados pela agência Lusa, dos mais de 70 mil militantes sociais-democratas, cerca de 63% são homens (45.038), sendo mais equitativa a distribuição por nível etário: 25.134 militantes têm entre 18 e 40 anos, 24.753 entre 41 e 60 e 20.498 mais de 61 anos.

Relacionadas

As principais diferenças entre Rio e Santana

Além do passado e das personalidades, os dois candidatos à liderança do PSD distinguem-se por diferentes visões e propostas de políticas concretas.

Pedro Santana Lopes: Perfil de um político resiliente e carismático

Depois da breve e desastrosa experiência governativa de 2004-2005, muitos vaticinaram a morte política de Santana Lopes, mas foram contrariados pelas sucessivas ressurreições de um político singularmente resiliente e combativo. Esta é a terceira vez que se candidata à liderança do PSD em 22 anos.

Santana Lopes: “Estou muito confiante no futuro do meu partido”

O antigo primeiro-ministro votou em Lisboa logo a seguir ao social-democrata que abandona a liderança, Pedro Passos Coelho. O opositor Rui Rio deverá votar por volta das 16h30, no Porto.

Rui Rio: Perfil de um político austero e calculista

Quando foi secretário-geral do PSD terá gerado muitos anticorpos no aparelho do partido que ainda hoje se fazem sentir, na forma de deconfiança perante alguém que chegou a propor a colocação de um relógio de ponto na sede do partido para controlar as entradas e saídas dos funcionários.

Mais de 70 mil militantes do PSD escolhem sucessor de Passos Coelho

O antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes irá votar e acompanhar os resultados eleitorais em Lisboa, enquanto o ex-presidente da Câmara do Porto Rui Rio votará e passará a noite eleitoral na cidade onde foi autarca.
Recomendadas

Decisão sobre Infarmed é coerente e teve em conta vontade dos trabalhadores, diz ministro

O ministro da Saúde considera que a decisão de suspender para já a deslocalização do Infarmed para o Porto “é coerente” com o que Governo tem afirmado e foi tomada tendo em conta a vontade dos trabalhadores da instituição.

TC: Restrições ao pagamento de subvenções vitalícias aos ex-políticos são constitucionais

O acórdão dá resposta a um pedido de fiscalização sucessiva apresentado em agosto do ano passado pelo anterior Provedor de Justiça, José de Faria Costa, que invocou a violação do princípio da proteção de confiança nas restrições impostas a partir de 2012 à acumulação da subvenção vitalícia com outras remunerações.

Martins da Cruz: “Tenho pena do que estão a fazer ao PSD”

“Tenho pena do que estão” a fazer ao PSD e “não tenho paciência para pacóvios”, declarou o diplomata esta sexta-feira ao DN. Embaixador e ex-ministro sai do PSD em protesto contra a direção de Rui Rio.
Comentários