Fed admite reduzir as taxas de juro e entusiasma Wall Street

Na ordem do dia está também o recomeço das negociações entre as principais autoridades chinesas e dos Estados Unidos para um acordo comercial.

Brendan McDermid / Reuters

A admissão de uma redução nas taxas de juro por parte da Reserva Federal norte-americana para travar o risco de um crescimento global e doméstico, levou os principais índices de Wall Street a negociarem no verde, no início da sessão desta quinta-feira.

O tecnológico Nasdaq valoriza 1,11% para 8.077,12 pontos, o alargado S&P 500 cresce 0,93% para 2.953,61 pontos e o industrial Dow Jones sobe 0,95%, para 26.756,52 pontos.

O banco central manteve as taxas de juros inalteradas no final da sua reunião de política monetária de junho na quarta-feira, mas prometeu “agir de forma apropriada” para sustentar a saúde económica dos Estados Unidos.

Na ordem do dia está também o recomeço das negociações entre as principais autoridades chinesas e dos Estados Unidos para um acordo comercial, sendo que a China espera que “os Estados Unidos criem as condições necessárias para o diálogo”, referiu o Ministério do Comércio da China esta quinta-feira.

Entre as ações, a Apple avançou 1,2% no pré-mercado, depois da Evercore ISI aumentar a sua meta de preço para a fabricante de iPhones, dizendo que os investidores estão a subestimar uma grande oportunidade de crescimento.

A Boeing cresce 1,4% depois da fabricante informar que está a negociar com outras companhias aéreas as vendas do seu 737 MAX, depois de receber uma carta de intenção de 200 aviões aterrados da IAG, proprietária da British Airways. Já a Oracle subiu 6,1% após a fabricante de softwares de negócios prever um lucro atual acima das estimativas.

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O Goldman Sachs com bom registo no trading e lucros acima do esperado; o JP Morgan registou menos provisões o que ajudou a sustentar as contas do 2.ºtrimestre; e no Wells Fargo o ambiente de menores taxas de juro penaliza as contas. O dia de Wall Street é dedicado à banca.
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