Fed mantém juros e tom positivo sobre a economia na última reunião de Yellen

Nada foi decidido na reunião de política monetária norte-americana, o que não surpreendeu. A grande ausência no discurso foi o potencial impacto da reforma fiscal, que entrou em vigor no início do mês nos EUA.

Joshua Roberts/Reuters

Janet Yellen liderou esta quarta-feira pela última vez a reunião do Federal Open Market Committee (FOMC) da Reserva Federal norte-americana e não trouxe surpresas à despedida. Tal como esperado pelos analistas, o banco central manteve os federal funds rates inalterados e o discurso sobre a confiança no rumo da economia norte-americana.

“A informação recebida desde que o FOMC reuniu em dezembro indica que o mercado de trabalho continua a fortalecer-se e que a atividade económica cresceu a um ritmo sólido”, refere o comunicado da Fed, que se seguiu à reunião.

Os federal funds rates continuam num intervalo entre 1,25 e 1,5%, valor para que tinham subido na última reunião, em dezembro, materializando três aumentos em 2017. Para este ano, a expetativa dos analistas é que a Fed repita o número, com três novas subidas.

“O Comité espera que, com ajustamentos graduais aos instrumentos de política monetária, a atividade económica expanda a um ritmo moderado e as condições do mercado de trabalho se mantenha robusta”, acrescentou a Fed. “Os riscos a curto-prazo para o outlook económico parecem equilibrados, mas o Comité está a monitorizar os desenvolvimentos da inflação”.

A inflação subjacente continua a ser a principal dor de cabeça da Fed, falhando a meta do banco central de 2%, tendo ficado em 1,5%, em dezembro. A grande ausência no discurso foi o potencial impacto da reforma fiscal, que entrou em vigor no início do mês nos EUA.

A presidente Janet Yellen não só abandona o cargo, depois de apenas um mandato de quatro anos, como deixa o banco central. Será substituída por Jerome Powell, que é advogado e visto como maior defensor de subidas nos juros de referência.