Fed revê crescimento dos EUA em baixa e inflação em alta para este ano

A Reserva Federal estima que o crescimento real do PIB norte-americano seja menor do que os 7% estimados em junho, apontando agora para 5,6% em 2021, mas prevê que 2022 traga uma evolução do PIB mais favorável do que o calculado há três meses.

A Reserva Federal norte-americana reviu em baixa as projeções para o crescimento da economia dos EUA este ano, apontando ainda a uma inflação mais elevada do que inicialmente estimado.

No anúncio desta quarta-feira, a autoridade monetária alterou a sua estimativa de crescimento do PIB norte-americano para 5,6% em 2021, uma redução em relação aos 7% inicialmente previstos. No entanto, as previsões para 2022 e 2023 sofreram melhorias, com o próximo ano a ver a estimativa da crescimento real a passar dos 3,3% em junho para 3,8% no mais recente documento, enquanto para 2023 a expectativa é, agora, de 2,5% de crescimento, uma ligeira subida em relação aos 2,4% estimados em junho.

No que toca à inflação, o comité de governadores da Fed reconhece uma maior pressão inflacionária e uma subida mais persistente e prolongada dos preços, apesar de Jerome Powell ter vindo a reiterar repetidas vezes nos últimos meses que a atual subida é meramente transitória.

A inflação é agora estimada em 4,2% para este ano, uma subida em relação aos 3,4% previstos em junho. Para 2022, a alteração é mais ligeira, passando dos 2,1% do documento de junho para os 2,2% agora divulgados. Excluindo a volatilidade dos bens alimentares e energéticos, a expectativa é que o indicador atinja os 3,7% no final deste ano, acima dos 3% estimados em junho, caindo para os 2,3% em 2022, dois pontos percentuais mais alto do que estimado no anterior relatório.

A Reserva Federal reiterou, ainda assim, que a pressão inflacionária atualmente verificada se dissipará, sublinhando o impacto de constrangimentos nas cadeias de abastecimento de vários sectores neste fenómeno. Estes constrangimentos, causado sobretudo pela falta de materiais e componentes, acabaram por ser “mais fortes e prolongados” do que o organismo previa, reconheceu Jerome Powell no seu discurso desta quarta-feira, mas deverão desvanecer ao longo dos próximos meses.

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