O Presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, acaba de anunciar que o fim das quarentenas obrigatórias para os passageiros que chegavam ao arquipélago é uma decisão “errada e perigosa” do Tribunal e “potencialmente lesiva da proteção da saúde pública dos açorianos”.
Vasco Cordeiro realça que o Governo açoriano vai acatar com a decisão judicial, mas realça que este é “um duro revés da estratégia regional de combate a esta doença” e que poderá colocar em causa a calendarização já anunciada de levantamento das restrições para as ilhas de São Miguel e Terceira.
“Não estávamos perante um capricho do Governo dos Açores. Esta decisão não foi tomada, nem nunca poderia tê-lo sido, num quadro de normalidade, de ausência de risco para a saúde e potencialmente para a vida dos açorianos. A excecionalidade da medida radica inquestionavelmente na excecionalidade da situação que vivemos e que é óbvia em termos de perigo para a saúde pública”, destaca.
O governante frisa ainda que esta é uma decisão que vai acabar por afetar também as famílias e as empresas, caso se tenha de prorrogar o levantamento das medidas de restrição em particular nas ilhas de São Miguel e Terceira, que são as que recebem voos do exterior.
“Da mesma forma esta decisão obriga a repensar o calendário que já estava a ser trabalhado para a reabertura das ligações aéreas e marítimas inter-ilhas”, salienta o Presidente do Executivo açoriano.
Vasco Cordeiro diz ainda que o fim das quarentenas obrigatórias “aumenta exponencialemente o risco de propagação” da Covid-19 e que, por consequência, deixa de haver o controlo que consideram ser o mais eficaz da situação epidemiológica dos Açores.
“Na prática o fim das quarentenas obrigatórias eleva substancialmente o risco de surgimento de novas cadeias ativas de transmissão do novo coronavírus, particularmente em São Miguel e Terceira, ilhas que recebem voos diretos do exterior”, reforça.
