Finanças dizem que crescimento de 2017 “é socialmente mais equitativo”

A economia portuguesa cresceu 2,7% em 2017, ligeiramente acima do esperado pelo Governo. O Ministério das Finanças sublinha que a expansão económica é acompanha de uma evolução sólida do mercado de trabalho e maior equilíbrio das contas públicas e das contas externas.

Cristina Bernardo

O crescimento económico português é socialmente mais abrangente, devido à expansão do mercado de trabalho, bem como mais equilibrado no que diz respeito às contas públicas e externas, segundo o Ministério das Finanças. O Governo reagiu assim à informação de que o produto interno bruto (PIB) português cresceu 2,7% em 2017.

“Este crescimento económico está ligeiramente acima do previsto pelo Governo no Orçamento do Estado de 2018, corroborando a solidez dos cenários macroeconómicos subjacentes às projeções orçamentais”, referiu o Ministério das Finanças, em comunicado.

“O crescimento robusto do PIB acompanha uma evolução sólida do mercado de trabalho. Com mais 161 mil empregos e menos 121 mil desempregados do que em 2016, a taxa de desemprego caiu para os 8,1%. O Governo destaca que este crescimento económico é socialmente mais equitativo, assente na criação de emprego e numa gestão criteriosa das contas públicas”, continuou.

A economia portuguesa cresceu 2,7% em 2017, impulsionada pela procura interna. O valor compara com os 1,4% de 2016 e fica acima da estimativa do Governo, que apontavam para um aumento de 2,6%. Desde 2000, ano em que o produto interno bruto (PIB) aumentou 3,8%, que a economia portuguesa não crescia a um ritmo tão rápido.

No último trimestre de 2017, o PIB português expandiu 2,4%, em comparação com o período homólogo e 0,6% na comparação em cadeia, depois de ter crescido 2,5% em termos homólogos e 0,5%, em cadeia, no terceiro trimestre.

“A economia portuguesa cresce pelo décimo quinto trimestre consecutivo, mas agora num contexto de maior equilíbrio das contas públicas e das contas externas. O crescimento económico, face ao trimestre anterior, foi de 0,7%, uma aceleração de 0,2 p.p., marcado por um contributo vigoroso das exportações de bens e serviços”, acrescentaram as Finanças.