Fundação José Neves: “Se trabalharmos na educação teremos portugueses mais felizes, empresas mais produtivas e um país melhor”

A fundação criada pelo CEO da Farfetch foi oficialmente apresentada esta terça-feira, no Porto, sob o mote do desenvolvimento humano e de um modelo económico assente no conhecimento. “Queremos começar a criar impacto hoje”, garante o empresário.

José Neves, Farfetch

A Fundação José Neves (FJN), destinada a transformar Portugal numa sociedade de conhecimento, foi oficialmente apresentada esta terça-feira. O trio de líderes por trás do projeto garante que o pilar da fundação é o desenvolvimento humano e a criação de um modelo económico assente no conhecimento,

“É uma fundação geracional. Queremos começar a criar impacto hoje, a curto, médio e longo prazo. O objetivo é estarmos cá daqui a dez, 15 anos a medir esse impacto e a prestar contas sobre ele”, afirmou o fundador, José Neves, dando exemplos de países que se baseiam nessa estratégia (Taiwan, Coreia do Sul…).

Criada pelo CEO da Farfetch, a FJN tem o intuito de apoiar os talentos no acesso à formação e às competências necessárias para vingar no futuro. O empreendedor português, que doou dois terços da sua fortuna, explica que a questão não é apenas o dinheiro, porque há também contactos e troca de ideias envolvidos.

Carlos Oliveira, cofundador e presidente executivo da fundação, esclarece que “estamos aqui para ajudar pessoas”. “A tese é simples: acreditamos que se trabalharmos a montante na educação, se ajudarmos os portugueses na educação teremos portugueses mais felizes, empresas mais produtivas e um país melhor”, afirmou no lançamento oficial da FJN que realizou no Espaço Indulgent, no Porto. “Nós não podemos programar pessoas para daqui a dez anos, mas podemos dar-lhes as bases”, sublinhou.

A apresentação da IJN contou com a participação de um painel de oradores nacionais e internacionais, entre os quais porta-vozes de tecnológicas, bancos, universidades, sociedades de capital de risco entre outras personalidades de música, moda e filantropia.

David Goldberg, CEO do Founders’ Pledge, e Jean-Philippe Courtois, presidente da Microsoft Global Sales, Marketing & Operations, foram duas das personalidades que elogiaram o trabalho “inspirador” de José Neves.

“Se os governos fizessem bem o seu trabalho não teria de haver filantropos. Se os governos procurassem educar as pessoas de forma igual esse trabalho estaria feito e não seria preciso haver filantropos”, criticou por sua vez will.i.am, em declarações transmitidas por vídeo.

Entre as iniciativas da fundação está a “Brigher Future”, uma plataforma online capaz de fazer a radiografia ao emprego e qualificação do país criada com o apoio das Universidade de Aveiro e do de Minho e o INE, e as bolsas reembolsáveis do ISA FJN (Income Share Agreement), que contarão com a auditoria da E&Y.

Um dos parceiros oficiais tornados públicos hoje foi a Porto Business School. A Escola de Negócios da Universidade do Porto será responsável por identificar os perfis com o potencial e as competências necessárias para se candidatarem ao ISA FJN e poderem, posteriormente, receber auxílio financeiro para frequentar um dos cursos elegíveis: MBA Executivo, The Magellan MBA, assim como as pós-graduações em IT Management, Business Intelligence & Analytics e The Executive MBI.

“Precisávamos de ter alguém que nos dissesse: estudar durante toda a vida faz parte da matriz de ser português”, frisou António Murta, cofundador da FJN.

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