Generali lucra 1.329 milhões em junho, mais 8,8%

Philippe Donnet, Generali Group CEO, disse no comunicado que: “Os resultados do primeiro semestre do ano demonstram a resiliência do capital da Generali e o excelente desempenho técnico, num contexto de volatilidade global”.

O gigante italiano dos seguros, a Assicurazioni Generali S.p.A, apresentou os seus resultados semestrais. O grupo registou um aumento anual (face a junho do ano passado) dos lucros de 8,8% para 1.329 milhões de euros, graças ao desempenho positivo não-operacional e às mais-valias realizadas com a venda de ativos (Unidades de Negócio) concretizadas durante o período.

“Os proveitos expectáveis resultantes das transações de venda de ativos (Unidades de Negócio), com a finalidade de otimizar a presença geográfica do Grupo, excederam os 1,5 mil milhões (quando o objetivo era de mil milhões de euros).

Foi concretizada a venda da carteira Vida da Generali Leben (na Alemanha), uma operação inovadora, em linha com o objetivo estratégico
de reequilíbrio do portfólio, com uma significativa redução do risco
de taxa de juro.

Em novembro de 2016 foi anunciado que a Generali ia sair de mais de uma dezena de mercados mais maduros onde está presente, tendo posto à venda as subsidiárias em 13 a 15 países, nomeadamente França. Na altura Portugal não foi incorporado na lista de desinvestimentos, mas depois acabou por ser incluído.  Mas entretanto, por ausência de propostas satisfatórias desistiu do processo.

O resultado operacional de 2,5 mil milhões (+2,7 %) “beneficiou da melhoria de desempenho em todos os segmentos de negócio”, diz a seguradora que está presente em Portugal desde 1942.

O rácio combinado “atingiu níveis excelentes (92%), pese embora o impacto
significativo das catástrofes naturais”, diz o grupo italiano.  Se o rácio combinado for menor do que 100%, o prémio cobrado é suficiente para cobrir os pagamentos, e o processo de subscrição é rentável.

O que nos diz o rácio combinado numa seguradora? É importante que as empresas comparem regularmente os pedidos de indemnização recebidos com os prémios cobrados, de modo a garantir que os prémios continuam adequados aos riscos, e que os processos de subscrição estão adequados à definição dos níveis de prémios, garantindo que os riscos assumidos pelas seguradoras sejam consistentes com os riscos avaliados e aos quais foi atribuído um valor.

A margem do novo negócio do ramo Vida teve um aumento de 4.5%.

O Return on Equity (RoE) operacional anualizado foi de 12,5%, sendo que a média de 13,4%, para o período 2015 – 1º semestre de 2018, esteve em linha com o target estratégico (>13%), diz o grupo italiano.

As receitas, ou seja, os prémios aumentaram para 35,1 mil milhões (+6,5%) graças ao crescimento em ambos os segmentos de negócio (vida e não vida). As receitas líquidas mantiveram-se estáveis em 5,7 mil milhões. As reservas
técnicas do ramo Vida tiveram um aumento de 1,8% na primeira metade de
2018.

O grupo anuncia uma posição de capital sólida e resiliente, com um Regulatory Solvency Ratio em 201% e o Economic Solvency Ratio em 221%,
isto apesar da volatilidade dos mercados financeiros durante o segundo trimestre do ano.

Philippe Donnet, Generali Group CEO, disse no comunicado que: “Os resultados do primeiro semestre do ano demonstram a resiliência do capital da Generali e o excelente desempenho técnico, num contexto de volatilidade global”.

“Também gostaria de realçar o plano de otimização geográfica, com o target de venda de Unidades de Negócio significativamente excedido, com a venda recente da Generali Leben na Alemanha, uma transação inovadora que nos permitirá acelerar a concretização dos nossos objetivos estratégicos
no ramo Vida”, acrescenta.

“O desempenho operacional de Vida e Não Vida foi também excelente, tal como foram as atividades da área de Investments, Asset & Wealth Management, resultados que confirmam a nossa capacidade de execução do plano estratégico com disciplina e determinação”, disse.

“Consequentemente, conseguimos atingir um dos Resultados Líquidos de primeiro semestre mais elevados de sempre”, concluiu.

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