Governo admite regressar aos pagamentos antecipados de dívida ao FMI

Estas ideias foram transmitidas pelo secretário de Estado Adjunto do ministro das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, na Assembleia da República, num debate sobre dívida pública e externa.

O Governo admitiu hoje que Portugal regresse em breve aos pagamentos antecipados da dívida contraída junto do FMI e transmitiu a expetativa de que as principais agências de ‘rating’ coloquem a dívida portuguesa num grau de investimento.

Estas ideias foram transmitidas pelo secretário de Estado Adjunto do ministro das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, na Assembleia da República, num debate sobre dívida pública e externa.

Na intervenção de abertura do debate, o secretário de Estado defendeu a tese da sustentabilidade da dívida portuguesa, se for seguida uma política de “responsabilidade orçamental que perdure nas próximas legislaturas”, e estimou que o país, nos últimos três anos, já tenha poupado cerca de 1.400 milhões de euros em juros da dívida pública.

“Os pagamentos antecipados ao FMI (Fundo Monetário Internacional) permitiram poupar nesta legislatura mais de 850 milhões de euros em juros – e 83% deste empréstimo já está pago. Continuaremos a otimizar a gestão da dívida através dos instrumentos disponíveis e é realista pensar na possibilidade de novos pagamentos antecipados do empréstimo ao FMI”, declarou.

Ainda de acordo com Ricardo Mourinho Félix, após a Standard & Poor’s e a Fitch terem suibido a notação da dívida portuguesa para grau de investimento, espera-se que a Moody’s também o venha a fazer a curto prazo.

“Mantemos uma elevada expetativa de que em breve a dívida portuguesa possa merecer o grau de investimento por parte de todas as principais empresas de notação financeira”, declarou o secretário de Estado das Finanças.

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