Governo anuncia linha de financiamento de 130 milhões de euros para empresas de turismo

O anúncio foi feito esta quinta-feira de manhã pelo primeiro ministro, António Costa. A “Capitalizar Turismo” terá 130 milhões de euros que se destinam a financiar e a requalificar as empresas deste setor.

O Governo português criou uma nova linha de financiamento exclusiva para empresas de turismo designada “Capitalizar Turismo”. O anúncio foi feito esta quinta-feira de manhã pelo primeiro ministro, António Costa, à margem do 30º Congresso da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP).

A “Capitalizar Turismo” terá 130 milhões de euros que se destinam a financiar e a requalificar as empresas deste setor, com um período de carência de quatro anos, segundo a informação transmitida pelo líder do Executivo neste evento que decorre no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa.

António Costa revelou ainda que será lançada outra linha de apoio, de 40 mil euros a fundo perdido, para a sustentabilidade ambiental. Esta última foca-se nas PME e visa que as mesmas trabalhem na melhoria da gestão da eficiência energética, água e resíduos.

Brexit obriga a promoção específica

Em dia de debater o setor do turismo e “o futuro que queremos” (mote desta 30ª edição do congresso da AHP), o primeiro-ministro assegurou que os números recorde que têm sido alcançados, desde logo com Portugal a revelar-se o país da Europa que mais cresceu neste área nos últimos oito anos, são para continuar, e sublinhou que se trata de um setor “estratégico e essencial enquanto gerador de riqueza, criação de emprego e motor da coesão territorial”.

Recordando que, atualmente, trabalham 400 mil pessoas neste setor e que, pela primeira vez, as receitas atingiram os 15 mil milhões de euros, 50% das exportações nacionais de serviços e 8% do Produto Interno Bruto (PIB), António Costa não deixou de realçar que o Orçamento de Estado para 2019 contempla um aumento de 37,5% nas verbas destinadas à promoção externa de Portugal.  Para além da promoção genérica, a aposta vai para promoções específicas, como é o caso do Reino Unido. “Depois de ontem, com o processo de saída do Reino Unido da União Europeia aprovado, sabemos que é essencial fazer um trabalho específico porque se trata de um mercado muito importante para nós e já vínhamos a sentir alguma redução no número de turistas do reino Unido em Portugal”, afirmou o primeiro-ministro.

 

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