O Reino Unido une-se a outros países europeus que estão a reforçar o controlo de investimentos estrangeiros por temerem que a queda nas avaliações devido à pandemia facilite uma onda de ofertas públicas de aquisição de empresas consideradas estratégicas por investidores chineses ou estrangeiros, segundo o “Expansión”.
O Parlamento britânico vota hoje uma proposta do governo para proteger setores considerados chave numa eventual emergência sanitária como a de Covid-19, de investidores estrangeiros.
Se a moção for aprovada, as aquisições de empresas farmacêuticas, fabricantes de equipamentos médicos e fornecedores de alimentos básicos vão necessitar de autorização do governo britânico.
“Os novos poderes permitirão ao governo intervir se uma empresa estiver diretamente envolvida na resposta a uma pandemia, por exemplo, uma empresa de desenvolvimento de vacinas ou um fabricante de equipamentos de proteção individual, for objeto de uma oferta”, explica o Ministério da Indústria Britânico.
Até agora, a lei permite às autoridades britânicas vetar uma operação se prejudicar o “interesse nacional” nos setores de defesa, finanças e media. A emenda que será votada hoje estende esse escrutínio a setores-chave durante uma “emergência sanitária”.
Alok Sharma, Ministro da Indústria do Reino Unido diz que as “medidas fornecem um equilíbrio justo entre a segurança nacional do Reino Unido, mantendo a nossa posição global como um local atraente para investir. O Reino Unido está aberto ao investimento, mas não à exploração”.
Paralelamente, o governo britânico também restringirá os critérios para examinar transações nos setores de inteligência artificial, tecnologia criptografada e novos materiais.
Desde 2002, Londres interveio 20 vezes por razões de interesse nacional, mas sem vetar nenhuma compra.
