Governo chama professores à mesa das negociações

Dia 25 de fevereiro é a data fixada pelo governo para voltar a negociar com os sindicatos. “Só espero que desta vez corresponda às expectativas dos professores e dos educadores”, afirmou Júlia Azevedo, presidente do Sindicato Independente dos Professores e Educadores, ao Jornal Económico.

O SIPE – Sindicato Independente dos Professores e Educadores foi convocado pela tutela para uma reunião no dia 25  de fevereiro pelas 16h00.

“O SIPE espera que desta vez o Ministério cumpra  o estipulado no Orçamento de Estado e se dedique a uma negociação séria como é de esperar em democracia. Já chega de intransigência e fingimento”, afirma Júlia Azevedo, presidente do SIPE.

Segundo a dirigente, o SIPE “está disposto a negociar o prazo  e o modo podendo parte  tempo a recuperar ser utilizada, voluntariamente, para a aposentação  e para o acesso ao 5.º e 7.º escalões.”

No essencial, os professores e educadores reunidos em dez estruturas sindicais – ASPL, Fenprof, FNE, Pró-Ordem, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE, SIPPEB e SPLIU – exigem que o governo contabilize os 9 anos, 4 meses e 2 dias de atividade realizada durante os períodos de congelamento das carreiras, mas o Governo tem insistido no reconhecimento de apenas 2 anos, 9 meses e 18 dias.

A FENPROF, maior sindicato dos professores, tinha anunciado que 21 de fevereiro era o último dia do ultimato dado ao Governo: ou há negociações ou os professores voltam a endurecer posições. Entre as formas de luta que poderiam tomar, os professores ameaçaram com um boicote às aulas no último período.

“Há uma forma de evitar um final dramático de ano letivo que é o de o Governo negociar esta matéria, como está obrigado por lei, ainda no 2.º período. Se o fizer penso que o ano pode estar salvo”, afirmou Mário Nogueira, o secretário-geral da FENPROF.

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Sobre o ponto de partida do Governo para a negociações com os professores, que continuam a exigir que lhes seja reconhecido o tempo de serviço congelado de nove ano, quatro meses e dois dias, Tiago Brandão Rodrigues disse que parte para a mesa negocial de “boa-fé”.
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