Governo compromete-se a mitigar efeitos do congelamento das carreiras dos professores

O Ministério da Educação compromete-se em estudar custos e recuperar de “um tempo de serviço mais alargado” do que o previsto na proposta inicial do Governo.

O Governo de António Costa está disponível para dar mais aos professores e negociar a “mitigação dos efeitos do congelamento” das carreiras, que estiveram congeladas para efeitos de progressão. O Ministério da Educação compromete-se em estudar custos e recuperar de “um tempo de serviço mais alargado” do que o previsto na proposta inicial do Governo, avança o jornal “Público”.

A reunião desta quarta-feira entre os sindicatos e o Governo terminou com o compromisso de constituir uma comissão com representantes do Governo e dos sindicatos para estudar os impactos orçamentais da contabilização do tempo de serviço dos docentes. O estudo tem como objetivo perceber qual o custo que teria a contabilização de mais de nove anos, exigida pelos professores, ou a contagem parcial, defendida pelo Governo. A primeira reunião deve acontecer ainda durante este mês.

O Governo continua a defender que “não é possível a contagem integral do tempo [nove anos, quatro meses e dois dias]”. Os sindicatos falam em avanços nas negociações e adiantam que o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, admitiu durante a reunião que os professores podem vir a “recuperar um tempo de serviço mais alargado” do que o que estava inicialmente previsto.

Relacionadas
Governo e professores vão analisar custos da recuperação do tempo de serviço congelado
“O Governo veio dizer que finalmente aceita que se crie uma comissão técnica para apurar quanto custa afinal o descongelamento”, disse Mário Nogueira. As negociações continuam.
Marques Mendes antevê o regresso do “pântano” político após 2019
“O Governo minoritário do PS é a solução mais provável. Um governo minoritário à Guterres”, explicou o comentador. Um governo minoritário sem apoio parlamentar é instável, precário e transitório, defendeu.
Fenprof desafia professores para concentração em Lisboa durante negociações com Governo
O desafio foi lançado pelo secretário-geral, Mário Nogueira, no encerramento do encontro internacional sobre o desgaste dos professores, iniciativa da Fenprof que decorreu em Lisboa.
Recomendadas
APSEI esclarece sobre nova norma de segurança no trabalho
A segurança e saúde no local de trabalho são das principais preocupações das organizações e, no entanto, continuam a ocorrer diversos acidentes, que muitas vezes resultam em mortes.
Governo admite “problema” nas novas pensões
“Esses são a nossa prioridade e penso que, até ao final do ano, todos os casos de longa duração serão resolvidos”, explicou o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.
Associações contra a venda da Herdade da Comporta por razões ambientais
A Zero e a Transparência e Integridade descrevem cinco razões que obstam à venda da Herdade na Comporta. Entre vícios legais, decisões inexplicáveis e impactos ambientais, as duas associações apelam que os processos que se venham a desenvolver tenham o mínimo impacto ecológico possível.
Comentários