Governo cria novo programa de apoio a portugueses e luso-descendentes na Venezuela

Associação de médicos e a rede consular no país da América do Sul vão liderar a nova fase de apoio alimentar, médico e medicamentoso. Apoio a quem regressou desde 2015 custa mais de quatro milhões de euros este ano ao Governo central.

Através das negociações com o governo da Venezuela, o Ministério dos Negócios Estrangeiro (MNE) lançou no passado mês de julho o Projeto Rede Portuguesa de Assistência Médica e Social na Venezuela, que representa uma nova fase no apoio para alimentação, médico e medicamentoso aos portugueses e luso-descendentes no país da América do Sul, de acordo com a edição de quinta-feira, 4 de outubro, do jornal “Público”.

O programa vai ser dirigido pela Associação de Médicos de Origem Luso-Venezuelana (Asomeluve) juntamente com a embaixada portuguesa em Caracas, os dois consulados-gerais em Caracas e Valência e os oito consulados honorários.

A Asomeluve foi criada em 2003, sendo presidida por Adérito de Sousa Ferreira, contando atualmente com uma rede nacional de cerca de 300 médicos. Segundo o jornal “Público”, em junho de 2017, o MNE enviou para a Venezuela 377 embalagens de 36 medicamentos, para serem distribuídos nas principais associações portuguesas em Caracas e Valência. Em março e abril deste ano foram enviadas mais 289 embalagens de 30 fármacos, entregues pelos consulados-gerais aos portugueses mais carenciados.

Entretanto, o Governo central prevê gastar este ano 4,2 milhões de euros em apoios sociais aos portugueses e luso-descendentes que regressaram desde 2015 a Portugal vindos da Venezuela e instalados na Região Autónoma da Madeira.

Até setembro, o Governo regional gastou dois milhões de euros, tendo ainda 2,2 milhões para usar. Caso esta verba esgote, o Governo de Lisboa tem previsto um reforço de mais 900 mil euros. Cerca de 11 a 12 mil portugueses e luso-descendentes referenciados pelo MNE terão deixado a Venezuela desde 2016.

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