Governo e professores vão analisar custos da recuperação do tempo de serviço congelado

“O Governo veio dizer que finalmente aceita que se crie uma comissão técnica para apurar quanto custa afinal o descongelamento”, disse Mário Nogueira. As negociações continuam.

O secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira (E), reage durante a greve e concentração de professores junto à Assembleia da República, em protesto pelo descongelamento “justo” das progressões, recuperação dos anos de congelamento e contagem integral do tempo de serviço prestado pelos docentes, convocada pela FENPROF, FNE e Frente Sindical de Docentes, em Lisboa, 15 de novembro de 2017. JOÃO RELVAS/LUSA

Governo e sindicatos de professores vão analisar os custos reais da recuperação do tempo de serviço congelado, criando para o efeito uma comissão técnica cuja primeira reunião decorre na próxima semana, remetendo a continuidade das negociações para setembro.

Esta foi a principal novidade saída hoje de uma reunião entre sindicatos de professores e Governo, com toda a equipa do Ministério da Educação e dois secretários de Estado das Finanças para discutir a recuperação do tempo de serviço congelado na carreira docente, a primeira do reatar de negociações.

“O Governo veio dizer que finalmente aceita que se crie uma comissão técnica para apurar quanto custa afinal o descongelamento”, disse Mário Nogueira, num palanque montado frente ao Ministério da Educação (ME), perante cerca de um milhar de professores que ali se manifestou enquanto decorria a reunião.

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