Governo português desaconselha viagens para Paris no sábado

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português advertiu esta sexta-feira os cidadãos para que evitem “deslocações não necessárias” a Paris, França, este sábado, face à “forte possibilidade de confrontos” nas manifestações convocadas pelos “coletes amarelos”.

Paris

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português advertiu esta sexta-feira os cidadãos para que evitem “deslocações não necessárias” a Paris, França, este sábado, face à “forte possibilidade de confrontos” nas manifestações convocadas pelos “coletes amarelos”.

Numa nota hoje publicada no Portal das Comunidades Portuguesas sobre a “situação em França”, o Governo aconselha os portugueses a seguir as orientações das autoridades locais e a “evitar quaisquer concentrações de manifestações”.

Em particular, o Governo português refere que as manifestações “poderão surgir” em zonas como “Campos Elísios/Arco do Triunfo, Bastilha, République, Opéra/Grands Magasins (onde se situam as Galerias Lafayette e outras), Assembleia Nacional (perto do Museu d’Orsay), Senado (Jardins do Luxemburgo) e Denfert-Rochereau”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros recomenda aos viajantes que se mantenham informados sobre a evolução da situação, devendo recorrer às aplicações dos transportes públicos parisienses para verificarem as linhas e estações em funcionamento, mas também a acompanharem as notícias transmitidas pelos canais de informação e pelas redes sociais, “mas seguindo apenas as contas oficias” de entidades como o município parisiense ou a polícia.

“A Mairie [Câmara Municipal] de Paris anunciou que vai divulgar, através de redes sociais e dos vários painéis informativos espalhados pela cidade, informação sobre zonas a evitar”, lê-se na mensagem do MNE.

Segundo a nota, vários “monumentos e museus estão encerrados” e vários “eventos desportivos, culturais e associativos têm sido cancelados ou adiados”.

Está também prevista a realização de uma Marcha pelo Clima – de Nation até République – “apesar de vários apelos” para a sua não realização, refere também.

O Governo alerta ainda que no resto do país podem ocorrer ações de protesto “nalguns centros urbanos”, bem como “possíveis interrupções/bloqueios de trânsito nos eixos principais de ligação às grandes cidades”, avisando ainda que se estão a verificar “dificuldades no reaprovisionamento de bombas de gasolina e de supermercados” no sul do país, nomeadamente em Marselha, Nice, Aix, Arles e Avignon.

Além disso, o acesso ao aeroporto que serve a região da Provença pode ser novamente bloqueado, segundo a mesma informação, que refere ainda que “persistem alguns pontos de bloqueio na Bretanha”.

Quanto a outros territórios franceses, “têm-se verificado vários problemas na ilha da Reunião”, pelo que o Governo sugere que as deslocações não necessárias sejam “bem ponderadas”.

Há três semanas que os franceses saem à rua, bloqueando rotundas e autoestradas do país, primeiro para exigir a suspensão de um novo imposto sobre os combustíveis, mas depois também para denunciar o empobrecimento.

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