Greve à vista no Casino de Espinho

A alegada recusa em negociar a nova convenção coletiva de trabalho, que se encontra caducada desde 2006, é uma das reivindicações apresentadas pelos responsáveis do Sindicato dos Trabalhadores das Salas de Jogos.

Solverde Casinos

Os trabalhadores do Casino de Espinho emitiram, esta segunda-feira, um pré-aviso de greve para os dias 29 e 30 de novembro de 2019, respetivamente sexta-feira e sábado da próxima semana.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Salas de Jogos, Carlos Teixeira, em causa estão problemas como a “recusa em negociar uma nova convenção coletiva de trabalho, já que a anterior se encontra caducada desde 2006” e a acusação de que os empregados deste casino, detido pela Solverde, auferem os “salários mais baixos do setor”.

Carlos Teixeira elenca ainda outras reivindicações como a “ausência de subsídio noturno e de turno”; “desrespeito pelos conteúdos funcionais das categorias profissionais”; “horários de cantina desajustados”; “ausência de prémios de assiduidade mensal”; “ausência de extração de ar”; “funcionamento ineficaz do sistema de ar condicionado”; “profissionais da mesma categoria com cargas horárias diferentes”; e “trabalho suplementar pago inadequadamente”.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Salas de Jogos considera ainda que o “subsídio de fiscal de banca não reflete a exigência da categoria profissional”, denunciando também a perda de regalias e direitos, como o 25 de Dezembro, dia de aniversário, trocas entre colegas, 25 dias de férias, etc.

Outras queixas dos trabalhadores do Casino de Espinho são a “inexistência anual de consultas de medicina no trabalho”; “condições estruturais da sala inadequadas”; “avaliação anual dos trabalhadores pouco transparente e tendenciosa”; e “cultura de intimidação e retaliação”.

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