Greve de motoristas: reunião entre Governo, FECTRANS e ANTRAM adiada para esta terça-feira

Reunião estava marcada para o final do dia de hoje mas o Governo adiou o encontro para terça-feira.

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Carlos Barroso/Lusa

A reunião marcada para o final do dia desta segunda-feira foi adiada para amanhã, terça-feira, às 9h30, de acordo com informação avançada pela SIC Notícias.

O sindicato queria apresentar “propostas no sentido de evitar a greve” de dia 12 de agosto, mas os patrões assinalaram que rejeitam negociar sob ameaça de greve.  O encontro no Ministério das Infraestruturas acabou por realizar-se nesta segunda-feira, 5 de agosto, depois de os dirigentes dos sindicatos dos motoristas de mercadorias (SIMM) e da matérias perigosas (SNMMP) terem pedido uma reunião com o Governo para apresentarem algumas soluções neste braço de ferro com os patrões a uma semana da paralisação que está marcada. Reunião começou ao final da manhã e prolongou-se durante a tarde, e que contou a posição do Executivo de António Costa de pressão junto de motoristas e patrões para chegarem a um consenso e evitar a greve que irá novamente causar transtornos aos portugueses, muitos deles em período de gozo de férias.

O vice-presidente do SNMMP, Pedro Pardal Henriques, tinha já sinalizado ao Expresso que iria apresentar várias propostas ao gabinete de Pedro Nuno Santos, entre elas a de um contrato coletivo de trabalho com duração de seis anos e com aumentos graduais de 50 euros. Objetivo: chegar a um consenso para evitar a greve, tendo o sindicalista afirmado entretanto que sem a presença da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) na reunião desta segunda-feira “pouco se adiantará”.

A proposta do SNMMP passa por aumentar o salário base dos motoristas para mil euros até 2025, com a indexação ao crescimento do salário mínimo nacional, o que “permite um prazo mais dilatado, quer para as empresas possam cumprir com aquilo que foi estabelecido no Contrato Coletivo de Trabalho (CCT), para que haja a paz social que o país necessita”.

A nova paralisação ameaça voltar a parar o país depois da primeira greve a 15 de abril ter colocado Portugal à beira do colapso, foi marcada em conjunto com o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM).

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