Reduzir o plástico em Portugal. O Governo quer acabar com copos e talheres de plástico, assim como palhinhas em 2020, um ano antes da proibição entrar em vigor nos restantes países da União Europeia.
O ministro do Ambiente e da Transição Energética está preocupado com o aumento do uso do plástico no país, em particular quando comparado com os outros países europeus. Matos Fernandes disse esta sexta-feira que o Governo quer “acabar com o uso do plástico, que apenas serve para uma utilização, até que este já não faça sentido existir”.
Apesar de as regras europeias entrarem em vigor a partir de 1 de junho de 2021, o ministro aponta que a data de entrada desta medida em Portugal está marcada para o segundo semestre de 2020, daqui a pouco mais de um ano.
No seu discurso mencionou o facto de esta quinta-feira se ter deslocado a uma grande superfície comercial para comprar uma escova de dentes que não fosse feita de plástico mas que estas foram as únicas que encontrou à venda, “o que significa que não temos só de trabalhar com os consumidores mas também com os produtores”. No entanto, existe um relatório europeu que afirma que 91% dos inquiridos admitiu ter preocupações em relação ao plástico de uso único, mas ainda assim não conseguem reduzir o seu uso devido à presença que este tem no mundo e à falta de acessibilidade presente no mercado.
O responsável pelo gabinete ambiental garante que “Portugal está em condições de antecipar as metas da diretiva europeia” que a União Europeia propõe. Ainda assim, afirma que a conjuntiva europeia apresenta “regras muito claras” em relação à proibição do uso de plástico descartável (palhinhas, talheres, copos de plástico) e que isso também vai obrigar a que todas as latas de garrafas de bebidas tenham um valor de troca.
Nas declarações, o ministro do Ambiente afirma que este ano vai ser posto em prática um projeto piloto de 50 máquinas co-financiadas pelo Fundo Ambiental, no valor de 1,5 milhões de euros, onde as pessoas se concentram, para que estas consigam devolver as garrafas e latas já utilizadas. Esta devolução vai ser realizada mediante uma troca de um valor que o ministro não avança, embora pondere que seja possível ser disponibilizado um vale de compras. O projeto vai ser lançado brevemente e vai ainda averiguar o comportamento e as necessidades dos cidadãos.
“O Estado desde o dia 1 de janeiro que não usa plástico descartável, e conseguimos fazê-lo sem nenhum sobressalto”, afirma o ministro. “Como estamos a trabalhar com as empresas e com as indústrias, elas já estão a colocar no mercado, antes calmamente mas agora de forma acelerada, produtos que substituem os produtos de plástico”.
Matos Fernandes diz que a indústria e produtores já estão conscientes a este uso, e que já estão a tomar medidas para a “expulsão” do plástico das superfícies comerciais. O grupo Auchan vai começar a vender escovas de dentes feitas de bambu, além que já vende cotonetes com bastão de papel em embalagens de papel. O grupo Jerónimo Martins também já tomou a decisão de colocar à venda cotonetes com bastões de plástico. O Lidl anunciou na última quinta-feira que vão deixar de vender sacos de plásticos para os clientes levarem as suas compras, utilizando em vez sacos de papel e de pano.

