Há cinco grupos na corrida aos terrenos da antiga Lisnave

Empresa Baía do Tejo já registou manifestações de interesse de norte-americanos, chineses, britânicos e portugueses para o projeto de Cacilhas.

Neste momento, há cinco grupos, de forma isolada ou em consórcio, na corrida para o investimento no projeto imobiliário que deverá arrancar nos 53 hectares da Margueira, nos terrenos no estuário do Tejo, concelho de Almada, onde se localizavam as instalações fabris da antiga Lisnave, em Cacilhas. Em declarações à comunicação social na passada quarta-feira, Jacinto Pereira, presidente da Baía do Tejo, empresa estatal do universo da Parpública que gere este espaço, revelou que estão interessados neste investimento um grupo chinês, um grupo britânico, um grupo norte-americano e dois consórcios que integram empresas portuguesas. O investimento previsto para este projeto, designado como ‘Cidade da Água’, deverá oscilar entre mil e 1,5 mil milhões de euros.

A compra dos terrenos deverá ser estabelecida por um valor nunca inferior a 50 milhões de euros. O lançamento para o concurso público internacional deverá ocorrer ainda este ano, num processo que foi desbloqueado a 19 de outubro passado, quando o Governo fez publicar em Diário da República um decreto-lei que desafetou estes terrenos do domínio público hídrico do Estado, podendo a partir daí ter uso urbano. O desenvolvimento deste projeto imobiliário deverá demorar dez a 15 anos. O empreendimento deverá integrar componentes de habitação, comércio, serviços, hotéis, marina, centro de congressos, equipamentos culturais e desportivos. Prevê-se que gere cerca de 10 mil postos de trabalho durante a sua fase de construção e que 65% das áreas construídas tenham usos mistos.

Os responsáveis da Baía do Tejo defendem que a recolha destas manifestações formais de interesse são resultado do trabalho de promoção efetuado, principalmente desde há quatro anos, a partir da criação da ferramenta de promoção ‘Lisbon South Bay’, e dos contactos continuados que vêm sido mantidos com estes e outros grupos com interesse nos ativos geridos pela empresa estatal, que incluem ainda os parques empresariais do Seixal (ex-Quimigal), Barreiro (ex-CUF) e Estarreja.

Nos últimos meses, tem sido grande a azáfama de investidores interessados nestes ativos. Já nas próximas terça e quarta-feiras, Jacinto Pereira vai receber uma comitiva de investidores macaenses que querem conhecer as três áreas.

Na primeira semana de fevereiro será a vez de assinar protocolos com associações empresariais da Federação Russa, na sequência de diversas apresentações a vários investidores internacionais dos ativos da empresa feita pelos responsáveis da Baía do Tejo, na feira International Property Show, em outubro. Nessa ocasião foi feita uma apresentação na Câmara do Comércio e Indústria da Federação Russa, presencialmente a vários grupos de regiões diversas da Rússia, de que resultará a assinatura de protocolos de cooperação: com a ‘National Union of Food Exporters’ (exportadores de produtos alimentares); ‘The National Guild of Producers and Importers’ (produtores e importadores); e ‘The Russian-Portuguese Business Council’ da ‘Chamber of Commerce and Industry of the Russian Federation’ (Câmara de Comércio e Indústria da Federação Russa). De acordo com os responsáveis da Baía do Tejo, estes protocolos vão permitir abrir portas, estreitar as relações e proporcionar visitas dos empresários russos a estes ativos imobiliários no Tejo, iniciativa para a qual já demonstraram interesse.

 

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