Hoje é último dia do ano com igualdade nos salários entre homens e mulheres

De acordo com a CGTP, que cita os últimos dados oficiais divulgados pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social, referentes a outubro de 2016, existe uma diferença no ganho médio mensal entre homens e mulheres de 21,8%,

Ler mais

Hoje é último dia do ano com igualdade nos ganhos médios mensais entre homens e mulheres, não existindo qualquer remuneração para as mulheres nos restantes 79 dias do ano, segundo dados divulgados pela CGTP.

De acordo com a central sindical, que cita os últimos dados oficiais divulgados pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social (GEP/ MTSSS), referentes a outubro de 2016, existe uma diferença no ganho médio mensal entre homens e mulheres de 21,8%, que, traduzida em dias, significa 79 dias de trabalho das mulheres, num ano, sem remuneração.

“Assim, o dia 13 de outubro é o último dia do ano com igualdade nos ganhos médios mensais entre homens e mulheres, não existindo qualquer remuneração para as mulheres nos restantes 79 dias do ano”, refere a CGTP.

A central sindical referiu ainda que, além de terem salários, em média, mais baixos, as mulheres ocupam, com maior frequência, postos em que se recebe o salário mínimo nacional e acrescentou que é necessário cumprir e fazer cumprir os princípios constitucionais. Segundo o estudo do GEP, em outubro de 2016, 28,9% das mulheres recebiam o salário mínimo nacional, comparativamente a 18,5% dos homens.

A CGTP alerta ainda para que as descriminações, das quais resultam as desigualdades entre homens e mulheres, são indiretas e existem em todos os setores, com maior ou menor intensidade.

“Se as procurarmos, não as vamos encontrar em tabelas salariais diferenciadas (…), também não se tornarão evidentes em categorias profissionais designadas no masculino e outras designadas no feminino, mas vamos encontrá-las em muitas empresas que excluem ou penalizam as mulheres na atribuição de prémios de assiduidade, de antiguidade e de produtividade, por terem estado em consultas pré-natais, em gozo de licença de maternidade ou redução de horário para amamentação”, concluiu.

Recomendadas

Táxis: Profissionais preparam-se para continuar protesto por tempo indeterminado

Os taxistas têm estado concentrados em Lisboa, Porto e Faro, com as viaturas paradas nas ruas, para tentar impedir a entrada em vigor, em 01 de novembro, da lei que regula as plataformas eletrónicas de transporte de passageiros em veículos descaracterizados de transporte que operam em Portugal – Uber, Taxify, Cabify e Chauffeur Privé.

Lei ‘Uber’ foi “aprovada por 80% dos deputados”, recorda Uber Portugal

Uber Portugal reage ao protesto dos taxistas e esclarece que lei foi aprovada por 80% dos deputados. Para a Uber, a lei que regula a atividade de TVDE traz “estabilidade e segurança jurídica” aos motoristas e utilizadores da Uber.

Universidade do Porto proíbe praxes que “atentem contra a dignidade”

O novo reitor emitiu um despacho ameaçando de expulsão os alunos que perpetuarem atos contrários aos regulamentos. A Universidade já antes tinha assumido esta postura, que se vai multiplicando em todo o país.
Comentários